segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

5ª S. Silvestre de Lisboa



Mais um ano que termina, mais uma S. Silvestre. Apesar da extensa oferta, que no corrente ano incluía 3 S. Silvestres em dias consecutivos (Lisboa, Olivais e Amadora), este ano resolvi participar apenas na corrida da minha cidade natal e aquela onde vivo, a de Lisboa.

A minha transição do alcatrão para o trail foi quase completa em 2012, e esta foi a única vez que completei a distância de 10 km durante o ano que ora finda, apesar de a ter corrido 15 vezes nos dois anos anteriores.

Não me preparei especificamente para a prova e portanto não tinha grandes expectativas relativamente ao resultado. Estava a apontar para um tempo entre os 41 e os 42 minutos, assim uma espécie de anti-climax do bom resultado que tinha feito na última vez que tinha corrida a distância, na S. Silvestre de 2011.

Fiz a viagem de metro até aos Restauradores um pouco em cima da hora e já não cheguei a tempo de tirar a fotografia da praxe com os animados Run 4 Fun.


Run 4 Fun

Coloquei-me na linha de partida dos sub-40’, onde reencontrei uma série de amigos, entre os quais outros elementos dos Run 4 Fun, como o Carlos Martins e o Gerardo Atienza, a malta do Clube Vodafone e ainda o Gonçalo Cardoso, que tinha sido meu companheiro de prova no ano anterior, entre outros.

Às 17:30, 2’39’’ antes da partida geral, foi dada a partida das atletas femininas de elite, a fim de reeditar o confronto mulheres versus homens das últimas 3 edições. Após o tiro de partida, tentei desenvencilhar-me o melhor possível da confusão inicial, tendo que zigzaguear por entre os desportistas mais lentos a fim de ganhar momentum. O Garmin registou um km inicial a 3’36’’ e um 2º km a 3’39’’.  A certa altura passou por mim o Diogo Branco que ia cheio de força.




Os primeiros 5 km até ao Rossio são rápidos, mas convém não abusar porque senão depois pagam-se na subida da Av. Da Liberdade. Apesar de tudo consegui manter um ritmo forte na subida e após o que pareceu uma eternidade lá cheguei ao Saldanha, onde teve início algo que não pode se descrito senão como uma cavalgada desenfreada pela avenida abaixo. Fiz os 2 últimos km em 3’26 e 3’21’’ e cruzei a meta com um novo record pessoal de 38’14’’, tempo de chip.




Dadas as minhas baixas expectativas iniciais e o facto de ter mudado recentemente de escalão para o M45, não deixou de ser uma mui agradável surpresa.




Na meta ainda tive a alegria de cumprimentar o Carlos Martins, o Zé Carlos Melo, o Diogo Branco e o Olivier Delmotte, todos com records pessoais na distância, feitos neste percurso exigente. Deve haver algo no bolo rei ou nas rabanadas natalícias que propicia estas boas prestações em época festiva.