sábado, 22 de janeiro de 2011

Correr na alvorada tem outro encanto


Acordar quando tudo é calma e sossego
Tomar um pequeno-almoço frugal
Calçar as sapatilhas e vestir o corta-vento
Sair de casa para o fresco da manhã
Seguir pelo caminho deserto
em direcção ao horizonte infinito
Um pé adiante do outro pé
A Terra é vazia, o rio é tranquilo






O céu enfeita-se com as cores da madrugada
 






O Sol nasce

É tempo de voltar

domingo, 9 de janeiro de 2011

Treino para Ronda

Esta manhã levantei-me da cama bem cedo, electrizado pela antecipação de mais um treino longo no cenário idílico da serra de Sintra. Após tomar um pequeno-almoço frugal e conferir o equipamento que tenciono levar para Ronda (com que tenho treinado ultimamente), saí disparado pela porta a caminho do ponto de encontro previamente combinado: a Fonte Mourisca, na vila de Sintra.
Às 8 horas lá me encontrei com o João Fialho, o Marco Gouveia e o Miguel San-Payo. Este grupo de 4 bravos arrancou dali decidido a ir ao Cabo da Roca e voltar, passando pelo alto da Peninha.
Incautos, mal sabíamos nós que o João tinha uma maldade preparada: ainda antes de arrancarmos para a Serra convenceu-nos a ir fazer uma “subidinha” para aquecer, coisa pouca, nada de cuidados. Tendo caído no logro, lá tivemos que fazer a subida de S. Eufémia, muito a custo, com os bofes de fora e rogando pragas de fazer corar as pedras da calçada, que aquilo é coisa para homens de barba rija…
Passado o tirocínio, lá encetámos o percurso habitual, rumo ao nosso destino no “fim da Europa”. Os quilómetros foram rolando plácidos em amena cavaqueira e o tempo foi passando nesta agradável companhia. Vinte km depois chegámos ao Cabo, onde aproveitámos um momento turístico para tirar a foto da praxe.
A volta foi mais dura; aqueles 5 ou 6 km a subir em bom ritmo desgastam qualquer um e para ajudar à festa o João estava verdadeiramente endemoninhado, tendo puxado por nós até à exaustão. Para quem jura a pés juntos que ainda não está preparado para se aventurar numa Maratona, o homem anda cheio de força.
Quando chegámos aos 4 caminhos separamo-nos em 2 grupos: eu e o Marco seguimos alguns km pela estrada de Colares a fim de acrescentarmos mais alguma distância ao nosso treino e o João e o Miguel seguiram para a vila, para completarem um treino de cerca de 38 km.
Por fim lá voltámos também nós para a Vila, mais mortos de que vivos, para acabarmos um treino que para o Marco teve os habituais 42,2 km e para mim foi até aos 45 km. Fizemos isto em menos de 5 horas (mais uns 20 minutos para as pausas), com um desnível acumulado de 1290 metros, o que augura uma boa prestação em Ronda caso mantenhamos os treinos a este nível.
No próximo treino teremos que começar mais cedo, de preferência ainda de noite, para termos a oportunidade de praticar a corrida com o frontal. Mal posso esperar…


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um treino alternativo para Maratona

A revista Runner's World de Janeiro apresenta um treino interessante, adaptado da metodologia usada pelos irmãos Hanson na preparação de atletas de elite (clique no título deste post). Esta metodologia dispensa os treinos longos, substituindo-os por uma combinação de treino de velocidade, ritmo e uma versão mais curta do longo. 
O conceito principal pode-se resumir, grosso modo, na seguinte afirmação: um treino de cerca de 25 km a um ritmo cerca de 30 s inferior ao da maratona é equivalente aos últimos 25 km de uma maratona, caso o treino realizado durante a semana anterior tenha sido suficientemente intenso. Ou seja, após um semana recheada com um treino intervalado a um ritmo de 10K (3 x 1,6 km por exemplo) e  outro treino de 16 km a ritmo de maratona, ambos "ensanduichados" entre  treinos de "recuperação" de 10 a 16 km.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

3ª S. Silvestre de Lisboa - 2010


Sou o jovem atleta vestido de laranja com o logo da equipa Run 4 Fun - R4F ao peito. 



Desde o início tentei acompanhar a bandeira dos 40 min, com o objectivo de baixar desta marca. Não foi uma prova fácil e quando chegámos ao 6º km tive que deixar partir o porta-bandeira e o pelotão que o acompanhava, sentindo um travo amargo a desilusão. Fiz a subida até ao Marquês de Pombal a um ritmo de 4:20 por km, vendo a bandeira a afastar-se paulatinamente, o que me deixava pouca margem para recuperar nos kms finais. 
No entanto, quando comecei a descida senti-me renascer e estuguei o passo. Levado pela gravidade e pela adrenalina, consegui fazer os dois últimos kms a 3:38. Nos últimos metros só tinha olhos para o relógio electrónico e cruzei a linha da meta quando este marcava 40:12. Conferi com o meu Garmin, o qual marcava 40:02. Outra desilusão! Ainda não tinha sido desta.  Aceitei, resignado, que teria que deixar o objectivo para uma próxima corrida, quiçá a S. Silvestre da Amadora, que iria ter lugar na 6ª feira seguinte. 
Contudo, nessa noite, quando consultei o site da corrida, tive a excelente surpresa de constatar que o tempo de chip afinal tinha sido inferior ao do meu Garmin e o meu esforço tinha sido cronometrado a 39:52!!!
Mais um objectivo de 2010 alcançado antes das 12 badaladas de dia 31 de Dezembro. São estas pequenas conquistas que me dão ânimo para continuar a tentar melhorar os meus tempos.


Vibram Five Fingers

30 km de corrida pelo Pinhal da Apostiça, na véspera de Natal: puro êxtase!




Correr com os Vibram é durinho e requer alguma habituação, mas não há dúvida que ficamos "agarrados". Sente-se o chão e a sensação é óptima. Já para não falar na massagem revigorante na planta dos pés. Com o aumentar da distância os pés e os gémeos sofrem um bocado, mas em compensação os joelhos e os tornozelos beneficiam muito com a melhoria da postura. Ainda não estou capaz de me aguentar muito tempo em cima da parte anterior dos pés e a tendência é para voltar à posição preguiçosa em cima dos calcanhares, mas com o treino isto vai lá. Recomendo vivamente! Mas atenção: com cuidado e moderação.