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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Novos Desafios



(Kilimanjaro - Africa)




"Why? Because it is there!"

- George L. Mallory




Note:

"Most people think the famous climbing phrase "because it is there" was first uttered by Edmund Hillary when he and Tenzing Norgay conquered Mount Everest in 1953. Not so. Actually George Leigh Mallory, three decades earlier, said it as he prepared to scale the world's highest peak."





"People do not decide to become extraordinary. They decide to accomplish extraordinary things."

- Edmund Hillary







OK, Rei morto, rei posto.




CV desportivo - Todas as Ultras


CV desportivo - Todas as provas







Terminada a saga do Andorra Ultra Trail - Ronda dels Cims 2019 - 170 Km & 13.500 m D+, e depois de já ter completado 6 provas na mítica distância das 100 milhas, é chegada a altura de começar a traçar novos objetivos, ainda mais ambiciosos: duplicar para as 200 milhas.




Estou tentado a voltar a concorrer a uma vaga no mítico Tor des Géants (330 km & 24.000 mD+). Em 2016 concorri, mas por várias razões acabei por não preencher a vaga que me calhou em sorteio:

TOR DES GÉANTS

Tor des Géants Endurance Trail - TDG 2016 - S01E01 - Pré-Inscrição

 Tor des Géants Endurance Trail - TDG 2016 - S01E03 - Adiamento


Eu tinha ficado fascinado com a prova, em 2015, quando segui a comitiva Tuga à distância, com muita atenção:

Tor des Géants Endurance Trail - TDG 2015 - Relato de uma prova seguida à distância

tordegeants youtube channel


E como tenho tendência a voltar aos desafios que ficaram adiados, pode ser que seja em 2020, caso volte a ser bafejado pela sorte no sorteio.

A minha ex-mulher dizia que eu sou a pessoa mais combativa que ela já conheceu.

A verdade é que já fui inumeras vezes ao tapete, mas levantei-me sempre.

Até ao último assalto, o combate ainda não acabou. Enquanto a senhora gorda não cantar, a Ópera continua.

"It ain't over till the fat lady sings is a colloquialism which is often used as a proverb. It means that one should not presume to know the outcome of an event which is still in progress. More specifically, the phrase is used when a situation is nearing its conclusion. It cautions against assuming that the current state of an event is irreversible and clearly determines how or when the event will end. The phrase is most commonly used in association with organized competitions, particularly sport."

- Wikipedia



As pre-inscrições serão em Fevereiro de 2020 e em Setembro de 2020 terá lugar a 11ª edição desta prova.






























Caso não tenha sorte, tenho já um plano B, que é concorrer ao Swiss Peaks Trail, na distância de 360 km & 26.000 mD+. Em Setembro de 2020 terá lugar a 3ª edição desta prova:


SWISS PEAKS TRAIL

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MAPA






Inscrições





As inscrições serão em Julho de 2020.













Seria interessante voltar à Suiça, onde tiveram inicio as minhas internacionalizações em provas de montanha:

25º Swissalpine Davos K78

A minha primeira internacionalização em ultramaratonas foram os 101 km dessa outra Ronda Andaluza, mas apesar de ser uma prova em estradão, não se pode considerar propriamente uma prova de montanha:

14º 101 Km de Ronda










Entretanto existem muitas outras possibilidades, que podem ser encontradas nestas listas:


https://runthealps.com/races/

http://www.ultramarathonrunning.com/races/






Se dependesse apenas de mim, ou melhor, se não tivesse responsabilidades relativamente aos meus filhos, partia hoje mesmo à aventura pelo mundo fora.








Não podendo (para já) fazer isso, em alternativa começo hoje mesmo o meu 1º Mesociclo de preparação para as 200 milhas.












 





quarta-feira, 31 de julho de 2019

Andorra Ultra Trail VallNord - Ronda dels Cims 2019 - Estatísticas






"A estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem."





Para mim é sempre muito importante fazer uma análise detalhada do que sucedeu numa prova, com o intuíto de tirar ensinamento a usar na próxima.



A seguinte análise é baseada no quadro de classificações constante no site da prova:

Classificação




A seguir um gráfico com o tempo total de prova, dos 1º, 2º e 3º quartis da população de 210 finishers.

Grosso modo estes conceitos de estatística descritiva podem ser explicados da seguinte forma:

Se imaginarmos que eram 100 corredores, então o 1º quartil representa o tempo que 25º classificado demoraria, o 2º quartil (ou mediana) o tempo que o 50º, e o 3º quartil o tempo do 75º.

O 2º Quartil também é denominado de Mediana. É o valor atrás do qual ficaram 50% dos atletas. É um conceito diferente de média aritmética e mais útil para analisar este tipo de prestações.

Num total de 210 finishers, os quartis são basicamente os tempos dos seguintes classificados:

1ºQ - 53
2ºQ - 105
3ºQ - 157
4ºQ - 210

 Acrescentei uma linha vermelha com o meu tempo, e outras duas linhas, uma com o tempo do primeiro e outra com o tempo do último.





O que consigo detetar neste gráfico é que a minha prestação foi sempre muito próxima do valor da mediana, até à 2ª base de vida em Pas de la Casa aos 130 Km, com 3/4 da prova feitos.

A partir daí, e nos dois abastecimentos seguintes caí para o valor do 1º Quartil.

Primeiro no troço noturno de Pas de la Casa a Inclés. E depois por ter ficado a dormir em Inclés.

Depois até ao fim fui sempre no ritmo do 3ºQ.



Neste gráfico aqui, vê-se mais claramente do que estou a falar:







Cheguei a ter quatro horas de avanço sobre o ritmo constante de 3 km/h. Depois esssa vantagem esboroou-se, primeiro na subida noturna para Inclés, e depois quando dormi no abastecimento de Inclés.




Próximo gráfico:

Calculei a velocidade em cada etapa, para os 3 quartis, e para a minha prestação.





Vê-se no gráfico que perdi para a mediana sobretudo em 3 troços: na descida de 3 km do Pic de Comapedrosa para o Refúgio (2 m/s face a cerca de 3 m/s).

Na subida noturna para Inclés e novamente entre Inclés e Coms de Jan por ter ficado a dormir no abastecimento.

Vejo também que a malta deu o litro no 1º troço até Sorteny e depois novamente de Sorteny até à meta.




O gráfico seguinte é semelhante mas com barras para o 1º classificado só para descer à terra e ver como é que a elite corre. Digo-vos já: não tem nada a ver.






O gráfico seguinte mostra a velocidade acumulada desde o início até cada abastecimento e ilustra aquilo que eu já tinha afirmado num post anterior: a velocidade vai decaindo ao longo da prova. A curva dá a ideia de que o decaimento tem forma logaritmica. É o que as curvas dos vários quartis mostram, incluindo a minha própria curva.








Até mesmo a elite sofre do mesmo fenómeno:






Outro gráfico interessante é o das desistências:





Vê-se que quem chega aos 105 km em Claror, praticamente tem a prova feita. As desistências dão-se esmagadoramente antes desse ponto.





E aqui estão as minhas estatísticas pessoais:

Nota: o Garmin morreu uns kms antes de Sorteny, e só o consegui voltar a carregar já alguns kms depois do abastecimento. Daí aquela linha reta que se vê na curva. Seja como for, o Garmin marcou mais kms do que os 170 realmente percorridos, julgo que sobretudo porque quando estou parado dentro de um abastecimento o GPS está constantemente a tentar apanhar o satélite e vai marcando pontos em redor de mim, o que aumenta a distância. Já quanto ao desnível, o Garmin marca menos do que o valor oficial, não faço ideia qual a razão. Faz sempre isso em todas as provas.













Nota-se que o ritmo cardíaco foi diminuindo, mercê da diminuição de velocidade.





Também se consegue ver que as temperaturas oscilaram entre uma mínima de 14ºC na segunda noite, e de 35ºC no terceiro dia.

Nos dois primeiros dias nunca desceram abaixo dos 17ºC nem subiram acima dos 32ºC. Ou seja, algo quente durante o dia, mas muito amena durante a noite. Consegui correr na maior parte do tempo, apenas de mangas curtas.

Nunca choveu.








Quanto ao desnível positivo e negativo, a evolução foi a seguinte:




Nota: os valores do desnível estão um pouco aquém do valor real, e os valores do tempo estão em excesso do valor real. Mas dá para verificar a tendência.

O valor total de D+ que obtive foi de 12.337 m, em lugar dos 13.500 m da prova.

Seja como for, dá para ver que em La Margineda, aos 73 km (43% da distância) já tinha quase metade do D+ (49%).

Em Coma Bella, aos 87 Km, com metade da distância, já tinha 57% do desnível.

E em Illa, com 2/3 (70%) da distância percorrida, já tinha quase 10.000 mD+, ou seja cerca de 80% do desnível positivo.

É mais fácil de ver com um gráfico de percentagens:




Seja como for, a minha conclusão é que Ronda é uma prova muito equilibrada, e como tal tem que ser abordada de igual forma: equilibradamente.



E assim as impressões que se tinham cristalizado ao decorrer do tempo interior durante a prova, são agora corrigidas pelos factos interpretados.



O tempo é a memória e a memória é o tempo. Não é só o presente que se altera em direção ao futuro: o passado também sofre mutações à medida que o tempo se desenrola.

World Without Time





Para terminar:

Um treino no local mais bonito do universo: A nossa Serra da Estrela.

Treino em Setembro de 2018, quando recomecei a treinar na Serra. Estava mais gordo e mais ofegante, mas muito feliz.