sábado, 11 de junho de 2022

Trans Peneda-Gerês 2021 - uma vitória que custou mais do que qualquer derrota.

 


 



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If we are victorious in one more battle with the Romans, we shall be utterly ruined.

— Plutarch

 

"A pyrrhic victory is a victory that comes at a great cost, perhaps making the ordeal to win not worth it. It relates to Pyrrhus, a king of Epirus who defeated the Romans in 279 BC but lost many of his troops."

 

Pois... demorou um ano a escrever a crónica desta aventura, mas aqui está ela, finalmente. Ou pelo parte do que me recordo.

Confesso que assim que acabei a prova não só tinha perdido por completo a vontade de me meter em algo do género nos tempos próximos, como  também não tinha qualquer vontade de descrever aquilo porque tinha passado.

Foi uma prova extremamente sofrida, desde o início. 

Os dois anos de 2020 e 2021 foram anos completamente fora de vulgar, com a pandemia do Covid-19, o excesso de trabalho e os treinos extremamente irregulares.





Em Novembro, Dezembro e Janeiro, praticamente não treinei, comparado com aquilo a que estava habituado.

Como tinha no horizonte fazer os durissimos 330 km do TOR em Setembro, entrei em pânico.

Para compensar, a partir de Fevereiro carreguei imenso no volume de treino, como nunca tinha feito antes. Apostei no volume e não na qualidade. Esse é um erro fatal, para o qual eu já deveria estar prevenido, após 11 anos de experiência na modalidade. Não há justificação para ter caido num erro tão crasso.

Para rematar, ainda fui fazer os 50 km do Trail do Alvarainho, 10 dias apenas antes dos 165 Km do TPG.

O resultado de toda esta loucura foi que assim que comecei o TPG já estava com dores nas articulações e uma sensação de cansaço generalizada.

Para resumir: lá completei os 165 Kms debaixo de muita dor e através de enorme espírito de sacrifício, mas não me deu alegria nenhuma.

A prova é bonita, passa por 4 magníficos castelos, e é uma pena eu não ter conseguido aproveitar como deveria.



 




Para além disso, custou-me a ida ao TOR, e um ano inteiro em que praticamente não treinei, por motivos de trabalho também, mas sobretudo para desgaste e exaustão extrema.

Estou finalmente a recomeçar a treinar, com alguma dificuldade, mas com persistência isto vai lá. 


Bem, para a história ficou a medalha e a inscrição do meu nome no "Mural dos Conquistadores", mas sobretudo o momento inolvidável do cruzar da meta ao nascer do sol. A dor passa mas essas memórias ficam para avida.

 


 



 



 


 

  

 

 

 

 

Com esta já são 7 provas de 100 milhas, ou mais, que levei até ao fim, e apenas uma que não terminei por desistência a meio: o Andorra Ultra Trail, na edição de 2018, o qual completei na edição de 2019.

Na lista da ITRA não consta a volta à Ilha da Madeira, 170 kms feitos em 2016, e também não consideram o VCUF, pois tem uma distância superior às 100 milhas, mas por outro lado eles contabilizam os 140 km que fiz no EstrelaAçor até a prova ser interrompida por mau tempo.

 

E pronto, estão feitas as pazes com o TPG, e com a escrita no meu Blog. Venha a próxima! Faltam 3 para conseguir arredondar para 10 provas com mais de 100 milhas (160 km).

 

 


 

 

 

 


 


 

 











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