segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Tor des Géants Endurance Trail - TDG 2020 - S01E07






Tu Só, loucura, és capaz de transformar
o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais.
Só tu és capaz de fazer que tenham razão
tantas razões que hão-de viver juntas.
Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
a quem tas vier buscar.

- Almada Negreiros


Creio que quase sempre é preciso um golpe de loucura para se contruir um destino.

- Marguerite Yourcenar



Aproxima-se a data da pre-inscrição no TOR. Espero ser bafejado pela sorte na seleção:







Porque razão se lança uma pessoa numa aventura destas?A pergunta está equivocada. Não precisa existir uma razão. É como dizia o Sir Edmund Hillary, quando lhe perguntaram porque queria subir ao topo do Monte Everest: "porque está lá"É como perguntar porque razão estamos vivos. Não se explica. Vive-se.


O mais dificil num empreendimento destes, não é a prova em si. O desafio maior não são os 330 quilómetros com 22.000 metros de desnível positivo. É um enorme desafio, é certo, mas o que custa mesmo, mesmo, é o treino diário, sistemático, irredutível, duro, doloroso, mesmo quando está frio, chuva, ou chegamos cansados de um longo dia de trabalho. Manter uma motivação férrea para acumular os kms e a subida e descida necessárias para chegar em condições à linha de partida, isso sim, é o mais dificil.



7º Mesociclo

(1ª, 2ª, 3ª e 4ª semanas de 2020 - 30/12 a 26/01)


Mais um mesociclo cumprido.Este foi finalmente um mesociclo em que consegui meter a carga necessária para começar uma boa preparação para o TOR.

Os meus primeiros 7 meses de preparação para o TOR foram assim:



A minha medida de treino, desde que comecei a treinar regularmente, em 2009, combina a distância com a altimetria da seguinte forma:

km-effort = distância (km) + 10 x desnível (km).

Essa escolha está explicada aqui:

ITRA Performance Index - Tudo o que nunca quis saber nem teve vontade de perguntar

Para mim um bom mesociclo é um que tenha mais de 400 km-effort.

Este ano o treino tem estado de acordo com as minhas expectativas (é normal no Outono baixar o volume, para descansar o corpo e a mente), embora este Outono tenha sido bem mais fraco do que deveria.Seja como for, em Dezembro voltei a conseguir colocar alguma carga.



Entretanto fui fazendo provas para cumprir calendário:

A 12/01 estive nos 45K do Trilho dos Reis.



E vou fazendo os meus treininhos na Serra de Sintra:










segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Tor des Géants Endurance Trail - TDG 2020 - S01E06





Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens agitados sem bússola onde repousem

Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados
Por todos os destinos
Desempregados das suas vidas

Homens que são como a negação das estratégias
Que são como os esconderijos dos contrabandistas
Homens encarcerados abrindo-se com facas

Homens que são como danos irreparáveis
Homens que são sobreviventes vivos
Homens que são sítios desviados
Do lugar
....
Homens que são como projectos de casas
Em suas varandas inclinadas para o mundo
Homens nas varandas voltadas para a velhice
Muito danificados pelas intempéries
Homens cheios de vasilhas esperando a chuva
Parados à espera
De um companheiro possível para o diálogo interior

Homens muito voltados para um modo de ver
Um olhar fixo como quem vem caminhando ao encontro
De si mesmo
Homens tão impreparados tão desprevenidos
Para se receber

Homens à chuva com as mãos nos olhos
Imaginando relâmpagos
Homens abrindo lume
Para enxugar o rosto para fechar os olhos
Tão impreparados tão desprevenidos
Tão confusos à espera de um sistema solar
Onde seja possível uma sombra maior
...
Não levantemos os homens que se sentam à saída
Porque se movem em seus carreiros interiores
Equilibram com dificuldade uma ideia
Qualquer coisa muito nítida, semelhante
A uma folha vazia
E põem ninhos nas árvores para se libertarem
Da gaiola terrível, invisível muitas vezes
De tão dura
Não nos aproximemos dos homens que põem as mãos nas grades
Que encostam a cabeça aos ferros
Sem outras mãos onde agarrar as mãos
Sem outra cabeça onde encostar o coração
Não lhes toquemos senão com os materiais secretos
Do amor.
Não lhes peçamos para entrar
Porque a sua força é para fora e a sua espera
É a fé inabalável no mistério que inclina
Os homens por dentro
Não os levantemos
Nem nos sentemos ao lado deles.
Sentemo-nos
No lado oposto, onde eles podem vir para erguer-nos
A qualquer instante

Daniel Faria, “HOMENS QUE SÃO COMO LUGARES MAL SITUADOS”, 1998





6º Mesociclo

(49ª, 50ª, 51ª e 52ª semanas de 2019 - 03/12 a 29/12)




É hora de fazer o balanço de uma década de corrida:






Voltei a ter um ano forte, após o hiato ocorrido entre Julho de 2017 e Julho de 2018, em que praticamente não corri.

É verdade que estou mais lento, mas também estou mais velho.

O mais significativo é que cada vez coloco mais desnível nos treinos, que é o que necessito para os grandes objetivos do ano.






Os meus primeiros 6 meses de preparação para o TOR foram assim:







Já tenho alguma experiência em provas com 3 digitos:






Conto com essa experiência para levar a bom termo a enorme aventura de 330K e 24.000mD+ que é o TOR.




A minha medida de treino, desde que comecei a treinar regularmente, em 2009, combina a distância com a altimetria da seguinte forma:

km-effort = distância (km) + 10 x desnível (km).

Essa escolha está explicada aqui:

ITRA Performance Index - Tudo o que nunca quis saber nem teve vontade de perguntar

Retomei os treinos em Agosto de 2018, após um hiato com 12 mesociclos muito fracos (abaixo dos 200 km-effort por semana). Para mim um bom mesociclo é um que tenha mais de 400 km-effort.




Este ano o treino tem estado de acordo com as minhas expectativas (é normal no Outono baixar o volume, para descansar o corpo e a mente), embora este Outono tenha sido bem mais fraco do que deveria.






Entretanto fui fazendo provas para cumprir calendário:

A 07/12 estive nos 63K do EPIC Azores Trail Run. Pode-se ver aqui a reportagem:










terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Tor des Géants Endurance Trail - TDG 2020 - S01E05


 




All the world's a stage,
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances,
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first, the infant,
Mewling and puking in the nurse's arms.
Then the whining schoolboy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress' eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths and bearded like the pard,
Jealous in honor, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon's mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lined,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slippered pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side;
His youthful hose, well saved, a world too wide
For his shrunk shank, and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion,
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.

- William Shakespeare






5º Mesociclo

(45ª, 46ª, 47ª e 48ª semanas de 2019 - 04/11 a 02/12)





As pre-inscrições para o TOR, abrem no dia 01/02/2020:




Eis aqui o quadro de provas que eu gostaria de fazer nesta época (calendário ATRP 11/19 a 10/20):









O meu peso vai ter mesmo que baixar para perto dos 71 kg, até Setembro próximo. Até porque é um bom indicador de uma alimentação cuidada.






Nos últimos anos tem sido sempre assim: perco muito peso para fazer a maior prova do ano, e depois volto a ganhar esse mesmo peso:





O sono é uma varável muito importante. No meu caso, tem andado demasiado descontrolada:




Como diz a Ester Sofia Alves, que trabalha em fisiologia do desporto:


«Há quem pense que fica bem dizer:

🔸Não preciso de dormir muito
🔸Durmo 4 horas e fico bem
🔸Durmo pouco e trabalho muito
🔸Não tenho tempo para dormir

Meus caros....
O sono acelera a recuperação muscular, deixando o corpo “pronto” para o próximo treino. Se essa recuperação não ocorrer, o próximo treino pode ter a sua intensidade prejudicada.
Além disso, algumas hormonas têm a sua produção aumentada ou diminuída durante o sono: A GH (hormona de crescimento) é libertada à noite, ajudando a recuperação muscular. Já o cortisol, é libertado em maior quantidade quando acordamos.
Portanto, o sono tem um papel fundamental na regulação hormonal. Sem falar que o sono adequado ajuda no sistema imunológico do atleta (evita infecções) e controla hormonas relacionadas à fome e saciedade (evitando muito ganho ou perda de peso).
Ou seja se dormes pouco é mau sinal...
Se dormes poucos estas a aumentar o stress sobre o organismo, a promover o catabolism o (destruição)...
Não digas com orgulho que DORMES POUCO.
Não vais longe assim.»





Os meus primeiros 4 meses de preparação para o TOR foram assim:



E as semanas assim (a semana 29 é a do AUT):


 


As semanas mais recentes têm sido semanas de trabalho, doença e preguiça. Tenho tido muito trabalho, alguns problemas físicos, e nem sequer me tem apetecido correr.



Treino Anual desde que me meti nisto:


 


Ainda falta um mês, portanto devo conseguir meter um volume de treino próximo dos 4.000 km com 120.000 m de desnível positivo.


Treino Mensal desde que me meti nisto:


 



A minha medida de treino, desde que comecei a treinar regularmente, em 2009, combina a distância com a altimetria da seguinte forma:

km-effort = distância (km) + 10 x desnível (km).

Essa escolha está explicada aqui:

ITRA Performance Index - Tudo o que nunca quis saber nem teve vontade de perguntar

Retomei os treinos em Agosto do ano passado, após um hiato com 12 mesociclos muito fracos (abaixo dos 200 km-effort por semana). Para mim um bom mesociclo é um que tenha mais de 400 km-effort.





Este ano o treino tem estado de acordo com as minhas expectativas (é normal no Outono baixar o volume, para descansar o corpo e a mente), embora recentemente ande a treinar menos do que deveria.





Entretanto fui fazendo provas para cumprir calendário:

A 10/11 estive nos 43K do Penacova Trail do Centro. Pode-se ver aqui a reportagem:


 


E a crónica no Blog:

http://dorsal1967.blogspot.com/2019/11/run-4-fun-nas-competicoes-nacionais-de_15.html




E eis aqui uma bela reportagem sobre o TOR 2019:





Now we are free








A próxima prova é já no sábado dia 07/12: Vou fazer os 60K do EPIC Trail Run:


Regulamento.

Caderno de Prova.












































Percurso antigo (2017)




Novo percurso (2018)



















segunda-feira, 18 de novembro de 2019

100 Milhas - Que material levar?













O material obrigatório consiste em:

  • Mochila
  • Casaco Impermeável
  • Calças impermeáveis
  • Roupa térmica que cubra todo o corpo
  • Buff ou gorro
  • Luvas com dedos
  • Frontal com pilhas de reserva
  • Manta térmica de sobrevivência
  • Apito
  • Banda elástica adesiva
  • Recipiente com 1 litro de água (no meu caso, mochila de hidratação com 1.5 l + 2 bidons de 500 ml cada)
  • Telemóvel carregado
  • Reserva alimentar (descrita em baixo). Uma prova destas é coisa para dar um consumo de mais de 20.000 Kcal.


Eu nunca poupo no material obrigatório, pois no meio da montanha, sobretudo de noite, pode vir a revelar-se providencial. Pesa imenso na mochila, mas tem que ser (sem água, anda pelos 2.5 kg; se encher a bexiga e os 2 bidons então são mais 2.5 kg!).

Para além do obrigatório, levo ainda:

  • Ténis Kelenji Kiprun MT + um par para a primeira base de vida
  • Bastões
  • T-shirt técnica
  • 2ª camada térmica de manga curta para o tronco
  • Corsários a cobrir os joelhos
  • Boné
  • Luvas sem dedos
  • Manguitos
  • Perneiras
  • Porta-dorsais
  • Mica e/ou fita-cola para reforçar o dorsal. 
  •  Plano e perfil da prova
  • Frontal de substituição com pilhas de reserva
  • 9 géis PowerBar, sabor maçã, de 42 g com 50 mg de cafeína e 205 mg de sódio (103 Kcal cada)
  • 2 barras PowerBar, sabor banana, de 55 g, com 210 mg de sódio e 76 mg de magnésio (203 Kcal cada) 
  • 8 saquetas de redrate (eletrólitos) + 8 para as bases de vida
  • Comprimidos de sal
  • 4 comprimidos de ibuprofeno (para ser usado em caso de emergência e com muito cuidado pois pode ter um efeito adverso na função renal)
  • 4 comprimidos de paracetamol
  • 4 comprimidos de imodium rapid
  • 4 comprimidos de imodium
  • 4 comprimidos de pantoprazol
  • Copo
  • Bisnaga de vaselina para hidratar os pés
  • Bisnaga de protetor solar
  • Betadine
  • Bepanthene
  • Isqueiro
  • 1 vela tea light
  • Canivete pequeno
  • Corta-unhas
  • Lenços de papel para limpar onde o sol não brilha.
  • Garmin Fénix 3
  • Powerbank de 5.000 mAh
  • GoPro
  • Nota de 20 euros para alguma emergência


Agora a dúvida principal é como dividir o material pelos 2 sacos que serão levados pela organização até aos 2 pontos de muda?

A minha estimativa é conseguir progredir a um ritmo de cerca de 3 km/hora, ou seja demorar um total de 57 horas e chegar cerca das 16 horas da tarde do 3º dia. Ou seja, chegar aos 73 km cerca das 7h da manhã do 2º dia e aos 130 km cerca das 2 horas da madrugada do 3º dia.

Por segurança resolvo colocar mais material no 1º saco do que no 2º. Se for necessário carregarei com mais tralha a partir do km 73, e até ao fim, caso se justifique.

No 1º saco coloco (km 73):

  • Uma réplica de toda a roupa que levo na partida, exceto impermeáveis
  • Uma camada polar, para o caso do meu ciclo circadiano levar a um arrefecimento acentuado do corpo durante a noite
  • Ténis de substituição
  • Bastões baratos de substituição
  • Telefone de substituição
  • 4 géis PowerBar, sabor maçã, de 42 g com 50 mg de cafeína e 205 mg de sódio (103 Kcal cada) + 4 geis sem cafeína.
  • 2 barras PowerBar, sabor banana, de 55 g, com 210 mg de sódio e 76 mg de magnésio (203 Kcal cada) 
  • 4 saquetas de redrate
  • Carregador do GPS Garmin
  • Bisnaga de vaselina para hidratar os pés
  • Bisnaga de protetor solar


No 2º saco coloco (km 130):
·        
  • Uma réplica de toda a roupa que levo na partida, exceto impermeáveis.
  • Uma camada polar, para o caso do meu ciclo circadiano levar a um arrefecimento acentuado do corpo durante a noite
  • 4 géis PowerBar, sabor maçã, de 42 g com 50 mg de cafeína e 205 mg de sódio (103 Kcal cada)  + 4 geis sem cafeína.
  • 2 barras PowerBar, sabor banana, de 55 g, com 210 mg de sódio e 76 mg de magnésio (203 Kcal cada) 
  • 4 saquetas de redrate
  • Bisnaga de vaselina para hidratar os pés
  • Bisnaga de protetor solar



No saco da chegada costumo colocar (mas desta vez não deverá ser necessário):

  • Roupa quente
  • Ténis lavados
  • Toalha para banho + chinelos + sabonete




sexta-feira, 15 de novembro de 2019

RUN 4 FUN nas Competições Nacionais de Trail da ATRP - Início da Época 2020
















St. Crispen's Day Speech from "Henry V" by William Shakespeare, 1599


                          Enter the KING

WESTMORELAND. O that we now had here
    But one ten thousand of those men in England
    That do no work to-day!

KING. What's he that wishes so?
    My cousin Westmoreland? No, my fair cousin;
    If we are mark'd to die, we are enow
    To do our country loss; and if to live,
    The fewer men, the greater share of honour.
    God's will! I pray thee, wish not one man more.
    By Jove, I am not covetous for gold,
    Nor care I who doth feed upon my cost;
    It yearns me not if men my garments wear;
    Such outward things dwell not in my desires.
    But if it be a sin to covet honour,
    I am the most offending soul alive.
    No, faith, my coz, wish not a man from England.
    God's peace! I would not lose so great an honour
    As one man more methinks would share from me
    For the best hope I have. O, do not wish one more!
    Rather proclaim it, Westmoreland, through my host,
    That he which hath no stomach to this fight,
    Let him depart; his passport shall be made,
    And crowns for convoy put into his purse;
    We would not die in that man's company
    That fears his fellowship to die with us.
    This day is call'd the feast of Crispian.
    He that outlives this day, and comes safe home,
    Will stand a tip-toe when this day is nam'd,
    And rouse him at the name of Crispian.
    He that shall live this day, and see old age,
    Will yearly on the vigil feast his neighbours,
    And say 'To-morrow is Saint Crispian.'
    Then will he strip his sleeve and show his scars,
    And say 'These wounds I had on Crispian's day.'
    Old men forget; yet all shall be forgot,
    But he'll remember, with advantages,
    What feats he did that day. Then shall our names,
    Familiar in his mouth as household words-
    Harry the King, Bedford and Exeter,
    Warwick and Talbot, Salisbury and Gloucester-
    Be in their flowing cups freshly rememb'red.
    This story shall the good man teach his son;
    And Crispin Crispian shall ne'er go by,
    From this day to the ending of the world,
    But we in it shall be remembered-
    We few, we happy few, we band of brothers;
    For he to-day that sheds his blood with me
    Shall be my brother; be he ne'er so vile,
    This day shall gentle his condition;
    And gentlemen in England now-a-bed
    Shall think themselves accurs'd they were not here,
    And hold their manhoods cheap whiles any speaks
    That fought with us upon Saint Crispin's day.




Na sequência da magnífica prestação da equipa RUN 4 FUN na época de 2018/2019, dos Circuitos e Taça da ATRP (ver rescaldo aqui), gerou-se uma verdadeira onda de entusiasmo e uma enorme vaga de fundo por parte da massa associativa, que reconduziu o capitão de equipa; Luís Afonso Carvalho, após o magnífico trabalho realizado na época transacta. Adicionalmente, todo esse entusiasmo levou à adesão da mais 14 novos membros, acrescendo aos 18 da época anterior.

Ou seja, estão reunidas as condições para a estrela dos RUN 4 FUN brilhar cada vez mais alto no vasto firmamento do Trail Running Nacional.

No ano passado tivemos os PIONEIROS.

Este ano teremos o DREAM TEAM.

Eis aqui as 32 bravas guerreiras e guerreiros:










A equipa continua a ser detentora de uma vastíssima experiência, mantendo uma caracterização estatística semelhante à da época passada:

Média: 49 anos
Mediana: 49 anos
Desvio padrão: 8 anos.

Ou seja, 67% da equipa está compreendida no intervalo entre os 41 e os 57 anos.

A quota feminina quase triplicou, das 4 magníficas atletas de 2018/19 para as 11 atuais (de 22% da equipa, para os 32% atuais).





Aqui está a lista de provas dos Circuitos Nacionais de Trail, Ultra Trail e Trail Ultra Endurance:

Pode ser obtida, em formato PDF, neste link:

ATRP_CALENDARIO_CIRCUITOS_2020.pdf



A lista das provas da Taça de Portugal encontra-se neste link:

ATRP_CALENDARIO_PROVAS_TAÇA_2020.pdf



O Regulamento dos Circuitos encontra-se no seguinte link:

REGULAMENTO


E os resultados e restante informação, no myATRP.
 






Pequeno resumo do regulamento:


Os Circuitos ATRP decorrerão no período da época desportiva de 15 de Novembro de 2019 a 31 de Outubro de 2020.


Pontuação individual:

Em cada prova dos 3 circuitos e da taça, e em cada escalão, basta terminar para pontuar. A pontuação individual por prova é determinada da seguinte forma:

Series150: Tempo Vencedor / Tempo Atleta x 150
Series100: Tempo Vencedor / Tempo Atleta x 100

Ao valor apurado adiciona-se um bónus adicional de pontos pela competitividade (apenas aos 20 primeiros):
 



Por fim, para ser finalizador de um circuito, é necessário cumprir um número mínimo de provas, cujos pontos serão adicionados, a fim de obter a pontuação final:

Circuito Nacional Trail: 6 provas
Circuito Nacional Ultra: 4 provas
Circuito Nacional Edurance: 2 provas
Taça de Portugal: 4 provas




Pontuação coletiva:

Na classificação por equipas, os pontos são calculados pela ordem de chegada à meta. Depois somam-se os pontos dos 3 melhores atletas. A equipa que tiver menos pontos ganha.

A pontuação final é dada pela seguinte tabela:







Para a equipa poder ser finalizadora de um circuito, é necessário cumprir um número mínimo de provas, cujos pontos serão adicionados, a fim de obter a pontuação final:

Circuito Nacional Trail: 10 provas
Circuito Nacional Ultra: 6 provas
Circuito Nacional Edurance: 4 provas
Taça de Portugal: não há classificação coletiva






E, finalmente, a categorização das provas por grau de dificuldade:


Um critério completo deve ter em conta os 2 aspectos objectivos que permitem avaliar o grau de dificuldade de uma prova de Trail:


Distância

Desnível (expresso em função da distância)
   
Critérios:

1. Distância
Trail:
Trail Curto – TC: até 21,0975 Km (até distância de meia maratona)
Trail Longo – TL: de 21,0975 Km até 42,195 Km (de meia maratona a maratona)
Trail Ultra:
Trail Ultra Médio: de 42,195 Km a 69 Km
Trail Ultra Longo: de 70 Km a 99 Km
Trail Ultra Endurance: mais de 100 Km

2. Desnível positivo acumulado versus distância total
Rácio: (D+acum/Distância em metros) x 100


  • Até 3: Grau 1  
  • Entre 3 e 5: Grau 2  
  • Entre 5 e 7: Grau 3  
  • Maior que 7: Grau 4 


Nota: No caso de uma prova por etapas, calcula-se o grau de dificuldade considerando o somatório da distância e do desnível positivo acumulado nas várias etapas.




E existe ainda o seguinte ponto no regulamento:


5.2.1. Seguindo a prática internacional, às provas dos Circuitos será adicionado um índice de dificuldade com base na categorização utilizada pela ATRP e que pode ser consultado em http://atrp.pt/categorizacao-por-dificuldade/. Por cada grau de dificuldade serão atribuídos 10, 20, 30 ou 40 pontos a todos os finalizadores de cada prova.





Relativamente à final da Taça:

13.1 As finais das Taças de Portugal decorrerão numa prova única.
13.2 Apenas estarão em disputa os títulos individuais de Vencedor da Taça de Portugal no escalão de Absolutos, masculino e feminino, e em exclusivo por atletas de nacionalidade Portuguesa.
13.3 Poderão participar na Taça de Portugal de Trail os 10 primeiros atletas de cada ZONA (M/F) com os 10 primeiros classificados (M/F) do Campeonato Nacional de Trail e os 3 primeiros classificados de Circuitos Regionais acreditados pela ATRP, desde que sejam associados da ATRP, enquanto persistir a dupla filiação.








Mas passemos à descrição do inicio de época imensamente auspicioso (e perdoem-me a hipérbole, mas é inteiramente merecida):




















CIRCUITO NACIONAL ULTRA:



A participação do RUN 4 FUN, no Circuito Nacional Ultra, teve início logo em Novembro do corrente ano de 2019, no Penacova Trail do Centro, na distância de 43K, com uma representação de 8 magníficos elementos (os 7 magníficos mais o coxo do LMF, que em vez de correr vai para lá zurrar...).

Os resultados foram mesmo muito bons.

Pódios nos principais escalões: Geral (2º lugar), Femininos (1º lugar) e Masculinos (3º lugar).

As nossas meninas não desiludem, com excelentes prestações. São umas guerreiras cheias de garra.




 


 



 


 




 



 



Por ordem alfabética, as nossas queridas guerreiras:


A Luísa Paula, em crescendo, de prova para prova vai aumentando a distância e o grau de dificuldade. O céu é o limite! Os meses recentes têm sido alucinantes: Trail da Costa Vicentina; estreia na Maratona; Sky Running; culminando em Penacova com uns duros, líquidos e técnicos 43K. Manteve a compostura e acreditou sempre até ao fim, apesar da tirania do relógio. A determinação dá frutos. A Luísa é a prova viva.








A Marina Graça: cada tiro cada melro (o PAN que me perdoe a expressão): apesar de um joelho lesionado e de uma dor crescente na anca, ao longo de uns duros 43K, a Marina não desiludiu (sobretudo a sí própria), e foi até ao fim, alcançando o lugar cimeiro do pódio. Os últimos meses não têm sido fáceis, mas a Marina tem preserverado: pelo meio ainda fez uma muito exigente prova por etapas, a Sanabria by Stages. A fibra revela-se não quando estamos no nosso melhor, mas sim quando estamos sob pressão, e a Marina é uma mulher de fibra.







A Rute Xana: apesar da escassa disponibilidade para treinar, esta mulher consegue completar provas que a maioria não se atreveria a enfrentar sem treino (eu incluido). A genética é de qualidade superior, como se comprova na família, mas eu julgo que a sua arma secreta é a extrema boa disposição com que encara a vida em geral e em particular os desafios. O seu mordaz sentido de humor e permanente brilho nos olhos fundos, tranformam num divertimento aquilo que seria para outro uma provação. Ao logo desta época, só não digo que teremos muitas e boas surpresas da Rute, porque eu não ficarei nada supreendido.

Basta dizer que foi a primeira de toda a equipa a cruzar a meta. 




E os bravos atletas:



O Gonçalo: espírito generoso, albergou-nos debaixo do seu teto, foi um anfitrião inexcedível e sempre uma boa companhia, bem disposto e pronto para a galhofa. Só faltou presentear-nos com uma atuação ao vivo da banda. O Gonçalo tem sido o meu companheiro de escalão. Sozinhos temos lutado para manter viva a chama do M50. Gonçalo, parece que nesta época vamos ser praí uns 30 ou coisa e tal...





O Paulo Alexandre: o homem é discreto mas maroto: sacou as meninas todas e levou-as de viagem até Tondela. Eu tive que partilhar um carro com cheiro a testosterona... mas em animada e inexcedível companhia, em abono da verdade. Como toda a gente sabe, o segredo do Paulo é o Café Chileno com manteiga de Iaque, em que mistura umas folhas verdes dos Andes e mais um ingrediente secreto...
O Paulo tem um sentido de humor muito original e em prova, quando me cruzo com ele, vejo-o sempre bem disposto. Deve ser esse o ingrediente secreto do café: a boa disposição.






O Luís Afonso: este homem vai durar até aos 120 anos e sempre de saúde e pronto para ir dar um passeio de 50K de bicla, ou de correr para a Montanha, ou nadar, ou o que for. É o elemento ecológico, consciência da equipa (o grilo falante). Homem de inciativa, foi o responsável catalizador pela dinamização da equipa RUN 4 FUN na ATRP. Bem hajas por isso, e por muito mais Luís! Para além disso tem uma namorada gira... não sei como é que ele tirou esse coelho da cartola...
Mas voltando ao on-topic: foi segundo na equipa, chegando junto com a Rute, e 2º no escalão M55!







O Nuno Miguel: antes de mais, tenho que dizer que é pena, aquando a realização desta prova, ainda não estar regularizada a sua situação na ATRP. É o nosso foguetão! Sai a matar e chega a morrer... mas chega, nem que a vaca tussa. O homem não conheçe as mudanças mais baixas. Aquilo é sempre tudo em alta rotação. Foi o primeiro classificado da comitiva, como de habitual. Mas para mim, para além das proezas atléticas, o Nuno conta mesmo é pela sua alma generosa, capaz de despir a camisola que veste para dar ao próximo.

Regulariza lá a tua situação homem! (acho que neste momento já está...)




O Luís Miguel... esqueçam, esse gajo não vale um chaveto. Ressona que nem um porco, passa a vida a encher as redes sociais de lagartos e lagartixas... deve ser do Sporting...








Alguns gráficos:


























A principal conclusão desta análise quantitativa, já era mais do que evidente: a equipa feminina é muito mais competitiva do que a masculina! Go Girls! Girl Power! 💪🏃‍♀
























https://www.captiongenerator.com/1566702/Os-3-Pipos



(não quiseram a carne picada, agora tomem!)







TAÇA DE PORTUGAL:

 


 


 

A participação do RUN 4 FUN, nas provas qualificativas para a Taça de Portugal de Trail, teve também início logo em Novembro do corrente ano de 2019, no mesmo Fim de Semana do Circuito Ultra. A prova foi o 2º Almada Trail, na distância de 26K, e os garbosos representantes foram o Wonder Boy, João Sousa, e os meus queridos primos, os manos Matos, o Raúl Matos e o Rogério Matos.



O Wonder Boy esteve ao seu nível habitual, conseguindo um excelente 5º lugar no escalão mais competitivo, o M Seniores:






O Raúl também esteve muito bem, conseguindo um 8º lugar no escalão M50:





 O Rogério conseguiu um excelente 2º lugar no escalão:


























E pronto, por agora é tudo. Vêmo-nos nos trilhos, caso me continuem a falar depois disto.


Parece que se andam por aí a compor grandes comitivas para atacar de frente as próximas provas:





A caminho do EPIC110K e EPIC60K:





... Não se assustem: o gráfico é enganador. Comparar as áreas é batota.

A comparação correta é esta:





O EPIC 110 deverá ser cerca de 2,6 x mais dificil do que os 43K de Penacova.