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Uma década de Trail Ultra Endurance XL - Retrospetiva, Perspetiva e Prospetiva

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Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras. Sentir tudo excessivamente, Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas E toda a realidade é um excesso, uma violência, Uma alucinação extraordinariamente nítida Que vivemos todos em comum com a fúria das almas, O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos. - Álvaro de Campos Muitos anos depois, diante da Ceifeira final, eu haverei de recordar aquela tarde remota em que o pai me levou a conhecer a montanha. (parafraseado sem qualquer vergonha do sublime Gabriel Garcia Márquez) No dia 13 de Julho de 2012, teve início a minha primeira aventura de 100 milhas nas montanhas, faz agora 10 anos.  Julgo que a efeméride merece um post neste meu blog. Eis aqui a lista das provas terminadas, das tentadas, das insistidas, das interrompidas e dos anos de recobro:     2012:  Ehunmilak , 168 km - 11.000 mD+, no País Basco. 2013: Le Grand R

The Best of Woody Allen

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Spring Bulletin     THE number of college bulletins  and adult-education come-ons that keep turning up in my mailbox convinces me that I must be on a special mailing list for dropouts. Not that I'm complaining; there is something about a list of extension courses that piques my interest with a fascination hitherto reserved for a catalogue of Hong Kong honeymoon accessories, sent to me once by mistake. Each time I read through the latest bulletin of extension courses, I make immediate plans to drop every- thing and return to school. (I was ejected from college many years ago, the victim of unproved accusations not unlike those once attached to Yellow Kid Weil.) So far, however, I am still an uneducated, unextended adult, and I have fallen into the habit of browsing through an imagi- nary, handsomely printed course bulletin that is more or less typical of them all:       Summer Session   ECONOMIC THEORY:  A systematic application and critical evaluation of the basic analytic conce

The Call Centre Movie and other hilarious stuff

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Far from the madding crowd

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              Well, far from other tourists, anyway THE ECONOMIST, Mar 4th 2004   ( Updated Mar 11th 2004) | MOGADISHU     HE HAS perhaps the world's hardest job, but very little to do. Abdi Jimale Osman is Somalia's minister of tourism. His inbox is always empty; unsurprisingly, given that his anarchic homeland has not had a single officially acknowledged tourist in 14 years.   Somalia is not without attractions. The sun shines, the beaches are sandy and you can dine on lobster on the roof of the Sharmo Hotel, which commands a splendid view of the capital, Mogadishu. It is not safe, however. The Sharmo advises guests to hire at least ten armed guards to escort them from the airport.  Since civil war broke out in 1990, Somalia has been divided into some two dozen warring fiefs. But Mr Jimale is undaunted. “Tourists can still go and see the former beautiful sights,” he says. “The only problem is they're all totally destroyed.” Your correspondent admired what

The joys and the heartaches of European Council meetings

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    Para quem estiver interessado em saber como é que os nossos grandes lideres negoceiam os acordos europeus (ou pelo menos como o faziam no início do século), não há melhor introdução do que o seguinte artigo do Economist . Aqui vai um aperitivo para aguçar a curiosidade: «Only rarely can officials sneak into the room to advise their leaders. (…) Not all the leaders' requests are for advice. “If Chirac's light goes on”, says one official, “it usually just means that he wants another beer.” The French president's habit of drinking beer throughout summits may account for the entertaining nature of his post-summit press conferences. The only other regular drinker is Jean-Claude Juncker of Luxembourg, who always has a glass of brandy before him (Germany's Helmut Kohl preferred a plate of food). Mr Juncker is also a heavy smoker. Although the conference room is festooned with no-smoking signs, all the leaders are thoughtfully provided with an ashtray, which tel

Memórias de um operacional

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     Reality is merely an illusion, albeit a very persistent one. Albert Einstein       Recentemente mudei de funções na empresa onde trabalho há há 21 anos.   Após 21 anos como operacional de rede, mudei para o departamento de IT (tecnologias de informação).   Não é altura para um daqueles emails de despedida, em que escrevemos o quanto crescemos enquanto profissionais e pessoas graças aos nossos colegas e chefes, e o quanto vamos sentir saudades. No entanto, penso que faz sentido fazer uma retrospetiva do que foram estes 21 anos de trabalho nas Operações de Rede.   Ora vamos lá começar pelo princípio, que normalmente é onde tudo tem início…   Num invernoso dia do distante ano da graça de 1967, numa maternidade de Lisboa, nasce um pequeno bebé…   Bem, também não tanto. Confessem lá se não estavam já a ficar preocupados 😊 . Contudo, como a história nunca se repete mas indubitavelmente rima, o inicio desta aventura teve origem num outro nascimento, este com lugar