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XXVIII Maratón Ciudad de Sevilla

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Às 5h30 de uma madrugada bem fresca, um Taxi amarelo deixou-me  debaixo do viaduto do Campo Grande. Dei uma voltinha por ali, tentando localizar o ponto onde o autocarro fretado pela colectividade desportiva “A Real Academia” me apanharia para dar início à longa viagem até Sevilha. Às 5h40 liguei para o meu amigo Carlos Silva, que já se encontrava em frente às roullotes, e juntei-me a ele. Com ele encontravam-se mais alguns atletas que também se preparavam para encetar a viagem até ao local da Maratona. Ali estivémos em amena cavaqueira durante algum tempo e começámos a estranhar a camioneta nunca mais aparecer, visto que a hora combinada para nos encontrarmos ali eram as 5h45. Como o autocarro vinha de Mem Martins, fomos supondo que alguem se teria atrasado e como estavamos na companhia de outros atletas, pareceu-nos que havia que aguardar com paciência. Por volta das 6h15 surgiu enfim um autocarro e nós corremos a acercarmo-nos dele. No entanto, já depois de estarmos confortave...

11 Lições que a Corrida me ensinou em outras tantas Provas

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A Corrida tem sido para mim uma fonte constante de aprendizagem, tanto ao nível desportivo como ao nível pessoal. Como o escritor Haruki Murakami tão bem descreve na sua auto-biografia desportiva, "Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo", a corrida é uma excelente metáfora da própria vida.  Julgo poder afirmar (e peço que desculpem o meu pretensiosimo) que se podem ilustrar algumas importante lições de vida, tanto das minhas próprias experiências como das que observo nos meus companheiros de métier . Vou aqui descrever algumas dessas lições, identificadas em provas relevantes. 1.    O fundamental é o prazer de participar. 19ª Meia Maratona de Lisboa, 2009 : num período extremamente ocupado da minha vida, resolvi participar na Meia Maratona de Lisboa. Infelizmente, tudo o que consegui fazer, à laia de preparação, foram 2 treinos de 10 km a 3 semanas da prova. Há meses que não corria regularmente, mas as saudades de participar numa prova eram mu...

II Ultra Trilhos dos Abutres

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No passado sábado, dia 28 de Janeiro, teve lugar a 2ª edição dos Trilhos dos Abutres, este ano em formato Ultra. Este evento desportivo era aguardado com muita expectativa, tendo as inscrições esgotado 2 meses antes da sua realização. Eu fui um dos afortunados que ainda arranjei um lugar para os 45 kms e consegui também inscrever toda a família na caminhada de 13 km. Na véspera, 6ª feira, após o trabalho e ter ido buscar os miúdos à escola, lá saímos os 4 de Lisboa a caminho de mais uma aventura na Natureza. Tinhamos combinado jantar com o José Carlos Santos e a Vânia, mulher do Zé, e ainda com o casal João e Luísa Ralha e toda a restante comitiva Run 4 Fun , nomeadamente, o  Jorge Esteves, o Paulo Jorge Rodrigues e o Teodoro Trindade. O Nuno Dias de Almeida juntar-se-ia a nós no dia seguinte. Tivemos alguma dificuldade em chegar a Miranda do Corvo, tendo-nos perdido algures perto de Condeixa. Felizmente lá nos voltámos a orientar e ainda chegámos a tempo de nos reunir a um...

4ª S. Silvestre de Lisboa

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Em Dezembro de 2010 dei início a este blog e o meu 2º post relatava a minha 1ª participação numa S. Silvestre, neste caso na de Lisboa, que ia na sua 3ª edição . Na altura o meu objectivo passava por baixar dos 40 minutos numa corrida de 10 km. Hoje, 20 crónicas passadas sobre esse início de contribuição para a blogoesfera, relato aqui a minha experiência em mais uma S. Silvestre de Lisboa, desta feita na edição de 2011. Este ano a corrida teve lugar no sábado, último dia do ano, com início às 16 horas. Achei óptimo a corrida ter lugar ainda durante o dia (em 2010 fora à noite), pois assim envolvi a família toda, Helena, Rui e Rita, os quais participaram na Mini de 5 km, tornando o evento muito mais agradável. Apanhámos o metro e lá nos dirigimos para a Praça dos Restauradores, a qual se encontrava bastante animada quando chegámos.  Encontrámos logo o alegre grupo dos Run 4 Fun, que se dintinguiam claramente, mercê da fluorescente t-shirt laranja. Um minuto e trinta e sete ...

Treino após Natal em Lisboa

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    42 km, quase por acaso. Uma bonita volta a Lisboa, num dia esplendoroso, para queimar os excessos da quadra e sobretudo simplesmente pelo prazer de correr. Nesta actividade de eleição, o que verdadeiramente me dá prazer, mais ainda do que participar em provas e competir, é a liberdade de me perder nos meus pensamentos, fundir a mente, o corpo e o universo, enquanto as pernas vão seguindo no seu ritmo, o coração vai bombeando o sangue nas artérias e os pulmões se vão insuflando com o mundo ao seu redor. É seguir sem rumo certo, na direção onde os olhos pousam. E depois voltar, à descoberta, por novos caminhos.  Para mim estar vivo é isto.

26ª Maratona de Lisboa

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Crónica de uma conquista anunciada. Há já um ano que tinha como objectivo baixar das 3 horas na mítica distância da Maratona. Tinha-o tentado no Porto em Novembro de 2010 e novamente em Lisboa em Dezembro do mesmo ano.  No Porto fiquei-me pelas 3:09 , com parciais de 1:33 + 1:36. Em Lisboa quedei-me pelas 3:13 , com parciais de 1:31 + 1:42. Nesta última, ao início ainda tentei seguir a bandeirinha das 3 horas, mas cedo abandonei esse propósito. Ainda assim, consegui fazer a primeira metade em 1:31, o que ainda permitia manter a esperança no sucesso. No entanto, a dureza da prova, conjugada com as condições meteorológicas adversas e a falta de preparação para um tão ambicioso objectivo, levaram a que eu quebrasse na longa subida da Almirante Reis. Paciência, o desafio teria que ficar para o esperançoso ano de 2011. Entretanto comecei a preparar-me para os 101 km de Ronda , para os 70 km da Freita e para os 78 km do Swissalpine , e não voltei a pensar na Maraton...

VI Grande Prémio da Arrábida

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Domingo, dia 27 de Novembro, teve lugar o VI G. P. da Arrábida, organizado pela Associação de Atletismo Lebres do Sado. A corrida tem início no Jardim de Vanicelos em Setúbal, sobe até Palmela e volta a descer para o local de Partida. O dia estava esplêndido, se bem que ainda um pouco fresco às 10:00, hora de início da prova. Encontrei uma numerosa comitiva do meu clube, o Run 4 Fun, que se preparava alegremente para participar em mais uma celebração popular de são convívio desportivo.  Esta prova tem uma particularidade sui generis, que consiste nos dois primeiros quilómetros serem feitos em pelotão, encabeçado por duas lebres que trotam num ritmo suave de cerca de 6’/km. Após essa fase inicial controlada, é dada liberdade aos atletas para darem corda aos sapatos, o que muitos fazem denodadamente, libertando explosivamente toda a energia até aí a custo contida. Eu tentei, com alguma dificuldade, acompanhar alguns amigos da Proaventuras, em particular o G...

37ª Meia Maratona Internacional da Nazaré

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No domingo passado, dia 13 de Novembro, juntei-me a esta grande festa do atletismo popular que é a Meia Maratona Internacional da Nazaré, a qual já vai na 37ª edição, tendo tido início no distante ano de 1975.  É a mais antiga das Meias Maratonas que se realizam no nosso país e sem dúvida uma das mais pitorescas, pelo local onde se realiza, pelo percurso, pelo apoio do público e pelo grupo de participantes fiéis e empenhados (um bom conjunto de atletas de pelotão, como revelam os resultados). Acordei bem cedo, às 7 horas, pois tinha combinado com o Miguel Dias e o Nuno Almeida irmos juntos de carro para a Nazaré. Depois de uma viagem sem incidentes, chegámos ao Hotel Quico, onde estavam hospedados o Nuno Marques, a Cristina Caldeira, o Jorge Duarte Pinheiro e filhos, e o Francisco Sanches Osório. O Nuno teve a gentileza e o trabalho de organizar toda a logística, incluindo distribuição de dorsais e fornecimento de banhos após a prova, que muito jeito nos deu....

8ª Maratona do Porto

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Desde sempre que gosto de correr. É uma paixão antiga, vivida com maior ou menor intensidade ao longo dos anos, em ocasiões esquecida, noutras reacendida, consoante os caminhos da vida e os desejos do coração. A minha recordação mais antiga do acto de correr reporta-se aos meus 10 anos quando frequentava o 6º ano e nas aulas de educação física o “stor” nos fazia dar voltas à pista. Depois voltei a correr no 12º ano, quando fiz um programa de intercâmbio nos EUA e me inscrevi na equipa de atletismo onde corria a milha e as duas milhas. Foi nesse longínquo ano de 1985 que corri a minha primeira prova de 10 km, da qual já não recordo o percurso ou o resultado, mas lembro-me vivamente do prazer de competir e da agonia extrema do esforço físico. Depois disso ainda corri ocasionalmente apenas pelo prazer de correr, mas nunca mais competi em provas de pista ou de estrada. Isto até um ano depois de me nascer o primeiro filho, quando, incentivado por amigos, res...