5ª S. Silvestre de Lisboa

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Mais um ano que termina, mais uma S. Silvestre. Apesar da extensa oferta, que no corrente ano incluía 3 S. Silvestres em dias consecutivos (Lisboa, Olivais e Amadora), este ano resolvi participar apenas na corrida da minha cidade natal e aquela onde vivo, a de Lisboa.

A minha transição do alcatrão para o trail foi quase completa em 2012, e esta foi a única vez que completei a distância de 10 km durante o ano que ora finda, apesar de a ter corrido 15 vezes nos dois anos anteriores.

Não me preparei especificamente para a prova e portanto não tinha grandes expectativas relativamente ao resultado. Estava a apontar para um tempo entre os 41 e os 42 minutos, assim uma espécie de anti-climax do bom resultado que tinha feito na última vez que tinha corrida a distância, na S. Silvestre de 2011.

Fiz a viagem de metro até aos Restauradores um pouco em cima da hora e já não cheguei a tempo de tirar a fotografia da praxe com os animados Run 4 Fun.


Run 4 Fun

Coloquei-me na linha de partida dos sub-40’, onde reencontrei uma série de amigos, entre os quais outros elementos dos Run 4 Fun, como o Carlos Martins e o Gerardo Atienza, a malta do Clube Vodafone e ainda o Gonçalo Cardoso, que tinha sido meu companheiro de prova no ano anterior, entre outros.

Às 17:30, 2’39’’ antes da partida geral, foi dada a partida das atletas femininas de elite, a fim de reeditar o confronto mulheres versus homens das últimas 3 edições. Após o tiro de partida, tentei desenvencilhar-me o melhor possível da confusão inicial, tendo que zigzaguear por entre os desportistas mais lentos a fim de ganhar momentum. O Garmin registou um km inicial a 3’36’’ e um 2º km a 3’39’’.  A certa altura passou por mim o Diogo Branco que ia cheio de força.




Os primeiros 5 km até ao Rossio são rápidos, mas convém não abusar porque senão depois pagam-se na subida da Av. Da Liberdade. Apesar de tudo consegui manter um ritmo forte na subida e após o que pareceu uma eternidade lá cheguei ao Saldanha, onde teve início algo que não pode se descrito senão como uma cavalgada desenfreada pela avenida abaixo. Fiz os 2 últimos km em 3’26 e 3’21’’ e cruzei a meta com um novo record pessoal de 38’14’’, tempo de chip.




Dadas as minhas baixas expectativas iniciais e o facto de ter mudado recentemente de escalão para o M45, não deixou de ser uma mui agradável surpresa.




Na meta ainda tive a alegria de cumprimentar o Carlos Martins, o Zé Carlos Melo, o Diogo Branco e o Olivier Delmotte, todos com records pessoais na distância, feitos neste percurso exigente. Deve haver algo no bolo rei ou nas rabanadas natalícias que propicia estas boas prestações em época festiva.




Comentários

  1. Luís, que melhor forma de terminar o ano!! Eu bem te vi lançado pela avenida abaixo e logo tive a sensação que irais fazer um bocado abaixo dos 40´.

    Segundo o Tim Noakes, quem é mais rápido, é sempre mais rápido em todas as distâncias, desde os 10k até às ultras. Por isso não me espanta o teu excelente resultado. Houve vários PBt´s, o que também demonstra que as condições de tempo seriam muito boas!! Bom Ano 2013

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