Conflitos institucionais: ATRP, FPA e o montanhismo federado

A modalidade entre o atletismo (FPA), o montanhismo (FCMP/FPME) e a associação sectorial (ATRP): sobreposição de competências, dupla filiação e a cris

Post da série História do Trail Running em Portugal: os conflitos institucionais da modalidade entre o atletismo federado (FPA), o montanhismo federado (FCMP/FPME) e a associação sectorial (ATRP) — com a proximidade do autor declarada e as lacunas assumidas.

Série · História do Trail Running em Portugal · Dossiê 20

Conflitos institucionais: ATRP, FPA e o montanhismo federado

A modalidade entre o atletismo, o montanhismo e a associação sectorial — sobreposição de competências, dupla filiação e a crise de governação de 2025. Proximidade declarada, lacunas assumidas.

📍 Portugal 📅 2002–2026 📚 Dossiê 20 · Estruturas e instituições ✍️ Luís Matos Ferreira
Estado editorial. Rascunho estruturado — base factual verificada, lacunas declaradas. Proximidade muito alta: o autor é cofundador da ATRP e parte interessada deste ecossistema. Este dossiê não é peça neutra e não pretende sê-lo — é um mapa documentado, com declaração explícita de parcialidade. A leitura crítica e isenta dos episódios mais sensíveis é trabalho de quem tiver a distância que o autor não tem.
4
Entidades com
jurisdição reclamada
2002
FPME nasce
por cisão da FCMP
2013
FCMP adere à ISF
(skyrunning)
2023
Trail integrado
na FPA
2025
Crise eleitoral
interna da ATRP
Série · História do Trail Running em Portugal Este dossiê integra a série que expande o artigo-base «Trail Running em Portugal: Uma História de Montanha, Resistência e Comunidade». É o companheiro directo do Dossiê 19 — Génese da ATRP: o 19 conta a história da associação; este trata as suas tensões institucionais. Ver também o Dossiê 09 — Clubes de Trail.

Quem corre em montanha, em Portugal, corre em cima de uma linha de fronteira mal traçada. Três famílias institucionais reclamam legitimidade sobre o mesmo terreno — e nem todas as fricções estão documentadas.

Declaração de interesses

Quem escreve é cofundador da ATRP e integrou a sua direcção fundadora (Novembro de 2012). Este dossiê toca a associação a que o autor está ligado, a federação que a integrou e uma crise eleitoral em que o autor, sendo associado, não é parte neutra. Por isso, o texto limita-se a factos documentados publicamente — comunicados, actas, decisões judiciais, estatutos, imprensa — e, onde a única base seria a memória do autor, ou se cala, ou a assinala como testemunho. A leitura crítica dos episódios mais sensíveis é oferecida com cautela, e em vários pontos o texto diz, sem rodeios, que uma apreciação isenta é trabalho de quem tiver a distância que o autor não tem.

1) Três mundos, uma modalidade: o mapa das entidades

Antes de falar de conflito, é preciso o mapa — e o mapa é, em si, a primeira fonte de confusão, porque «correr em montanha» não tem, em Portugal, uma única tutela federada. Há pelo menos quatro entidades com legitimidade reclamada sobre partes deste território:

Entidade Natureza O que tutela (correr/montanha) Tutela internacional
FPA — F. P. de AtletismoFederação (atletismo)Trail running (desde 2023) e corrida em montanha mountain runningWorld Athletics / WMRA [R324]
FCMP — F. de Campismo e MontanhismoFederação históricaSkyrunning (KM Vertical, Skyrace, Skymarathon), desde fim de 2013ISF — Int. Skyrunning Federation [R319]
FPME — F. P. de Montanhismo e EscaladaFederação (cisão da FCMP, 2002)Alpinismo, escalada, canyoning, percursos — não corridasUIAA [R321]
ATRP — Assoc. de Trail RunningAssociação sectorialRepresenta praticantes/organizadores; circuitos próprios; sem competência homologadora após 2023ITRA (associativa) [R221][R295]

Três notas desfazem mal-entendidos comuns:

  • A FPME, ao contrário do que o título consagrado deste dossiê sugere, não tutela a corrida em montanha. Fundada a 20 de Julho de 2002 como cisão da FCMP, dedica-se ao alpinismo, à escalada, ao canyoning e aos percursos pedestres; a sua federação internacional é a UIAA. [R321][R322] O eixo de sobreposição com a corrida não é com a FPME, mas com a FCMP e com a FPA.
  • Há duas «corridas de montanha» com duas casas. O skyrunning corre, desde 2013–2014, sob a FCMP (filiada na ISF), com circuito e campeonato nacionais; a variante mountain running (WMRA) e o trail correm pelo lado do atletismo, sob a FPA. [R319][R320][R324][R325] Dois mundos paralelos que partilham montanhas, atletas e serras.
  • A ATRP não é uma federação. É uma associação; figura como associado extraordinário da FPA. Pode organizar e representar, mas a competência de homologar provas oficiais é federativa. [R221][R295]

A razão por que esta fragmentação importa está na lei: o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva atribuído pelo IPDJ confere a uma federação, por períodos de quatro anos, o exercício exclusivo de poderes públicos por modalidade. [R326] Se a exclusividade é por modalidade, a existência de duas corridas de montanha em duas federações é, no mínimo, uma tensão jurídica latente.

2) O eixo principal: ATRP ↔ FPA

É aqui que o conflito está mais documentado — e é o eixo que mais molda o quotidiano de quem corre, organiza e se associa. O Dossiê 19 descreve o que mudou com a integração de 2023; este trata porque foi disputado.

A perda da função regulatória

O objecto social da ATRP, nos estatutos, é amplo e inclui a palavra que está no centro de tudo: regulamentação. [R290] Com a integração plena na FPA, concluída na época que arrancou a 1 de Novembro de 2023, essa função transferiu-se: passou a caber à federação (e às associações distritais, por delegação) homologar regulamentos e validar provas; à ATRP restaram a representação e os pareceres técnicos. [R222][R295] Uma associação criada, em parte, para regular a modalidade viu transferir-se para a federação a competência que estava no seu nome. É a tensão fundadora — e o combustível do conflito.

A dupla filiação e a petição de 2023

A fricção tornou-se pública em Março de 2023, quando uma petição — cerca de um milhar de assinaturas, sob o lema «Por um trail de todos e para todos!» — denunciou que a delegação de competências da FPA na ATRP «ainda não [tinha] sido reduzida a escrito», o que «coloca em risco a existência da ATRP», e pediu o fim da dupla filiação. [R228] O cerne era material: o praticante via-se a pagar e a filiar-se duas vezes, e os organizadores a navegar dois quadros regulamentares.

A taxa, e a «posição crítica» da própria ATRP

Não foi só a comunidade a resistir — a própria direcção da ATRP registou, em acta, a sua discordância. Na Assembleia Geral Ordinária de 5 de Abril de 2024, ao abordar a articulação com a FPA «nomeadamente quanto à defesa da autonomia do Trail Running e à eventual aplicação de uma taxa federativa», a Direcção «reiterou a sua posição crítica quanto à aplicação genérica de medidas sem considerar a especificidade da modalidade». [R315] É um documento revelador: o conflito ATRP–FPA não foi só externo (comunidade contra estrutura) — atravessou a própria mesa da direcção. Em 2025, a FPA criou ainda uma licença obrigatória para não-federados em provas, reacendendo o debate sobre o custo de correr. [R306][R307]

Leitura, com cautela. O eixo ATRP–FPA é muitas vezes narrado, na comunidade, como «a federação engoliu o trail». A documentação sustenta uma versão mais sóbria: houve transferência de competência regulatória, custos acrescidos para o praticante e resistência declarada de ambos os lados da própria ATRP — mas também um quadro de seguro e enquadramento legal que a modalidade não tinha. Qual pesa mais é juízo, não facto; e o autor, por proximidade, não é o árbitro indicado.

3) O eixo do montanhismo: FCMP, skyrunning e a FPME

Este é o eixo mais mal compreendido — e onde a investigação para este dossiê obrigou a corrigir o próprio pressuposto do título.

A corrida de montanha federada não está na FPME

A FCMP é a federação histórica do montanhismo: assumiu a tutela das actividades de montanha em 1991, adoptou o nome actual em 2003 e tem Utilidade Pública Desportiva desde 1996. [R318] Foi a FCMP — não a FPME — que, ao aderir à ISF (International Skyrunning Federation) no final de 2013, trouxe para Portugal a corrida em montanha na variante skyrunning, com circuito e campeonato nacionais ainda activos (o calendário de 2025 inclui provas como a Skyrace da Freita). [R319][R320] A FPME, fundada em 2002 por cisão da FCMP, dedica-se à escalada, ao alpinismo e ao canyoningnão a corridas. [R321][R322] Ou seja: o «conflito ATRP/FPA/FPME» do título popular é, em rigor, sobretudo um conflito ATRP/FPA, ao lado de uma sobreposição FCMP↔FPA (dois mundos da corrida em montanha) e de uma fragmentação do montanhismo (FCMP↔FPME) que diz respeito à escalada, não ao trail.

O montanhismo federado é litigante: o caso Soure (2019)

Que a fragmentação do montanhismo não é pacífica há disso registo — embora fora do terreno da corrida. Em Abril de 2019, a propósito de uma Taça da Europa de Escalada de Bloco em Soure, a FCMP acusou publicamente a FPME de «uma ilegalidade e uma usurpação das competências da FCMP, única federação desportiva autorizada a organizar ou homologar provas de escalada em território nacional», classificando a designação «Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada» como «título enganador e ilegal» e referindo acção judicial. [R323] Importa o aviso: este conflito é sobre escalada, não sobre corrida em montanha. Ilustra que o montanhismo federado português está dividido e, por vezes, em litígio — não é prova de disputa sobre trail.

Lacuna assumida. Não foi possível localizar qualquer comunicado, notícia ou decisão que documente uma disputa explícita de jurisdição entre a FCMP (skyrunning) e a FPA (trail / mountain running) sobre quem tutela a corrida em montanha. A sobreposição é estrutural e juridicamente sensível (exclusividade por modalidade — [R326]), mas a fricção fina, se existe, não está na documentação pública consultada. A genealogia «corridas de montanha 1995–2005» sob o montanhismo federado também não foi corroborada: a corrida formal sob a FCMP (skyrunning) só arranca em 2013–2014.

4) O conflito interno: a crise de governação de 2025–2026

O conflito mais agudo dos últimos anos não foi entre federações, mas dentro da própria ATRP. O Dossiê 19 estabelece a factualidade; aqui trata-se a sua dimensão de conflito — sempre com a ressalva de que os tribunais já se pronunciaram e validaram a actuação da Mesa.

A eleição sem posse (Fev 2025). A AG Eleitoral de 8 de Fevereiro opôs as listas de Rui Pinho («No Trilho Certo») e Rui Pedras («Movimento pelo Trail»). Com forte abstenção (462 votantes em 5.163), a lista de Pedras venceu por 228–223, mas não tomou posse: a Mesa, invocando irregularidades no voto por procuração, adiou a investidura e pediu parecer jurídico, num quadro descrito como de «demissões e pressões externas». [R309][R294][R311][R298] Em Maio de 2026, o Tribunal de Valongo validou a actuação da Mesa. [R297][R298]
A sobreposição que o autor não pode arbitrar. O secretário da Mesa eleita em 2020, Mário Jorge Abreu Goios Ferreira, era também candidato a director na lista de Rui Pinho em 2025 e, como presidente em exercício da Mesa, conduziu a não-investidura da lista vencedora. A identificação está confirmada: o nome coincide na composição da Mesa de 2020, na lista candidata de 2025 e na acta eleitoral que ele assina. [R293][R309][R311] Há uma tensão evidente entre quem disputava o acto e quem o validou — e, no mesmo fôlego, os tribunais julgaram a actuação conforme. A apreciação de se houve conflito de interesses material é o tipo de juízo que o autor, por ser parte, não pode fazer com isenção.
A contestação veio dos dois lados. A acta eleitoral mostra que ambas as listas contestaram: o primeiro protesto, no dia da votação, partiu de Diogo Simão — da lista vencedora —, e a lista de Pinho pediu recontagem, advertindo que poderia «alegar a anulabilidade do ato eleitoral e proceder judicialmente». A fractura era anterior: Simão, eleito director com Pinho em 2020, demitira-se da direcção já em Março de 2023. [R311][R314]
A assembleia que recusou o voto electrónico (Mar 2025). A 15 de Março, a Mesa levou a votos uma alteração ao art.º 19.º para permitir o voto electrónico (plataforma SIBS, até 5.800€) — instrumento que viabilizaria repetir o acto. Foi reprovada: 46 a favor, 21 contra, 2 abstenções — aquém dos três quartos exigidos. Na mesma sessão, ficou em acta que «a Mesa da Assembleia Geral proibiu a leitura de um documento intitulado Informação aos Associados» apresentado por Diogo Simão, por a ordem de trabalhos se limitar ao ponto único. O conteúdo desse documento fica por conhecer. [R316]
Fronteira que o autor impõe a si próprio. A sequência — eleição perdida pela estrutura cessante, não-investidura conduzida por quem era simultaneamente candidato, tentativa falhada de mudar as regras para repetir o acto, recusa de leitura do documento da oposição — desenha um arco que muitos lerão como uma leitura política única. O autor regista os factos e recusa-se a fechar a interpretação: os tribunais validaram a Mesa, há factos que sustentam mais do que uma narrativa, e a posição interna do autor desaconselha-o de arbitrar. Quem quiser a história crítica e isenta deste episódio terá de a escrever de fora.

5) Cinco cuidados editoriais

Este é o dossiê em que o método tem de trabalhar mais. Cinco princípios guiaram a escrita, e ficam explícitos para que o leitor os possa cobrar:

  • Declarar a parcialidade. O autor é parte; o aviso de proximidade não é protocolar, é estruturante.
  • Não personalizar. Onde foi possível, o problema é tratado como institucional (competências, estatutos, exclusividade legal), não como carácter de indivíduos.
  • Usar fontes formais. Estatutos, actas, decisões judiciais, comunicados datados, imprensa — de preferência à memória ou à conversa de bastidores.
  • Presunção de boa-fé. Discordância não é má-fé; sobreposição de competências não é conspiração. A fragmentação federativa tem causas históricas, não só vontades.
  • Distinguir conflito de coexistência saudável. A sobreposição de jurisdições é comum em desportos emergentes; nem toda a fricção é crise.

6) Lacunas em aberto

  1. Fricção FCMP (skyrunning) ↔ FPA (trail / mountain running) sobre a corrida em montanha — estruturalmente provável, documentalmente ausente.
  2. Genealogia das corridas de montanha 1995–2005 sob o montanhismo federado — sem fonte primária localizada.
  3. Lista oficial do IPDJ com a atribuição nominal de modalidades por federação.
  4. Data e âmbito exactos da Utilidade Pública Desportiva da FPME (c. 2022, a confirmar).
  5. Resultado do novo processo eleitoral da ATRP e identidade completa dos demissionários de 2025 (só a do Fiscal Único é pública — [R313]).
  6. O documento «Informação aos Associados» que a Mesa não deixou ler em Março de 2025 — a voz da oposição, por recuperar.
Convite ao Contraditório e a Contributos Este é o dossiê mais sensível da série, e o que mais precisa de olhos externos. Contributos documentados são especialmente bem-vindos sobre:
  • Comunicados, actas ou decisões das entidades com posição pública sobre a tutela do trail e da corrida em montanha;
  • Decisões de organismos tutelares ou arbitrais (IPDJ, COP, TAD) que arbitrem sobreposições de competência;
  • Testemunhos de dirigentes (actuais ou anteriores) das federações e da ATRP, com autorização de citação;
  • O documento «Informação aos Associados» de Março de 2025, ou qualquer registo da posição da lista de Rui Pedras;
  • Correcções a qualquer atribuição factual deste dossiê, com fonte verificável.

Contributos podem ser enviados por comentário neste post ou por email (contacto no blog). Dada a sensibilidade do tema, oferece-se pseudonimização a quem a pedir. Correcções substantivas são publicadas com crédito, no modo de erratum indicado na metodologia da série.

Este dossiê reutiliza referências da série ([R15], [R221], [R222], [R228], [R230], [R290], [R293]–[R300], [R306]–[R314]) e introduz fontes novas ([R315], [R316], [R318]–[R326]). A numeração será reconciliada com a bibliografia-mãe na sincronização da série.

[R15] ATRP — sítio oficial «Sobre a ATRP». atrp.pt
[R221] FPA — «ATRP - trail» (associados extraordinários). ATRP associado extraordinário; sem competência homologadora. fpatletismo.pt
[R222] FPA — «Filiações de atletas na FPA e ATRP» (20/09/2023). Integração plena 2023/2024; filiação FPA obrigatória; regime transitório. fpatletismo.pt
[R228] Petição Pública — «Pela delegação de competências da FPA na ATRP e pelo fim da dupla filiação» (23/03/2023). Documento de parte. peticaopublica.com
[R230] Artigo-base da série (dorsal1967, Maio 2026). Testemunho directo do autor — ver Declaração de interesses. dorsal1967.blogspot.com
[R290] ATRP — Estatutos (objecto social inclui «regulamentação»). atrp.pt
[R293] Pro Runners — «Rui Pinho continua à frente da ATRP» (Dez. 2020). Reeleição entre três listas. prorunners.pt
[R294] Trail-Running.pt — «ATRP: Rui Pedras sucede a Rui Pinho» (Fev. 2025). Eleição de 8/2/2025; 228–223. trail-running.pt
[R295] FAQ FPA/ATRP — repartição de competências; fim do MyATRP. asasetubal.pt
[R297] ATRP — «Tribunal confirma atuação da Mesa da ATRP» (Mai 2026). Acção de investidura improcedente; novo processo eleitoral. atrp.pt
[R298] ATRP — «Tribunal confirma atuação da Mesa da AG e rejeita providência cautelar» (5 Mai 2026). «Demissões e pressões externas»; Eng.º Mário Ferreira presidente em exercício. atrp.pt
[R300] ATRP — «Convocatória — Assembleia Geral Eleitoral» (16 Jan 2025). Eleição de 8/2/2025; voto por procuração (máx. 2). atrp.pt
[R306] JPN / Univ. do Porto — «Atletas não federados vão ter de pagar taxa à federação para correr em provas» (30/03/2025). jpn.up.pt
[R307] FPA — Normas de Atuação Administrativa (filiação e taxas) e cobertura de imprensa sobre a licença desportiva. fpatletismo.pt
[R309] ATRP — Comunicado «Assembleia Geral Eleitoral» (listas candidatas, 2025). Mário Jorge Abreu Goios Ferreira como director candidato da lista de Pinho. atrp.pt
[R311] ATRP — Acta N.º 18 da AG Eleitoral (8/2/2025) e anexos. Fundamentação da não-investidura; protestos de ambas as listas; ameaça judicial da lista de Pinho. atrp.pt (PDF)
[R313] ATRP — «Comunicado Mesa da Assembleia Geral» (13 Mar 2025). Demissão do Fiscal Único Manuel Maria Carapinha Correia. atrp.pt
[R314] ATRP — «Demissão» (21 Mar 2023). Diogo Simão demite-se da Direção a 16/3/2023. atrp.pt
[R315] ATRP — Acta N.º 16 da AG Ordinária (5 Abr 2024). ~5.100 sócios (2023); 211 provas homologadas; posição crítica da Direção sobre a taxa federativa e a especificidade da modalidade. atrp.pt (PDF)
[R316] ATRP — Acta N.º 19 da AG Extraordinária (15 Mar 2025). Voto electrónico (SIBS) reprovado (46-21-2, sem os 3/4); Mesa proíbe leitura do documento «Informação aos Associados» de Diogo Simão. atrp.pt (PDF)
[R318] FCMP — «A FCMP» (história e estatuto). Tutela do montanhismo desde 1991; nome actual 2003; UPD desde 1996. fcmportugal.com
[R319] FCMP — «Skyrunning» (modalidades). FCMP filiada na ISF desde fim de 2013; KM Vertical, Skyrace, Skymarathon; circuito nacional. fcmportugal.com
[R320] FCMP — «Candidaturas Atividades Skyrunning 2025» (PDF). Calendário nacional de skyrunning 2025 (inclui Skyrace da Freita); filiação e juízes. fcmportugal.com (PDF)
[R321] FPME — «Acerca da FPME». Modalidades (alpinismo, escalada, canyoning, percursos) — sem corridas; tutela UIAA. fpme.org
[R322] FPME — «História da Formação da FPME». Cisão da FCMP a 20/7/2002. Versão da própria FPME (parcial). fpme.org
[R323] Jornal Record — «Federação de Campismo e Montanhismo considera ilegal prova de escalada em Soure» (26/04/2019). Conflito FCMP↔FPME sobre escalada; «título enganador e ilegal»; acção judicial. Não é sobre corrida. record.pt
[R324] WMRA — World Mountain Running Association (sítio oficial). Corrida em montanha mountain running sob World Athletics. wmra.info
[R325] ATRA / Trailrunner — Taça do Mundo WMRA em Portugal (Montemuro / São Brás). Corrida em montanha via FPA. trailrunner.com
[R326] IPDJ — «Federações Desportivas». A Utilidade Pública Desportiva confere poderes públicos exclusivos por modalidade (4 anos). ipdj.gov.pt
Gostava muito de ouvir a tua opinião. Se acompanhaste de perto a relação entre a ATRP, a FPA e o montanhismo federado, se tens documentos que clarifiquem competências ou se encontraste algum erro — os comentários abaixo são o sítio certo.
Série · Dossiês publicados
A série funciona como roteiro de investigação amador — preparação para um eventual estudo mais formal sobre a história do trail em Portugal.
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