terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Tor des Géants Endurance Trail - TDG 2020 - S01E05


 




All the world's a stage,
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances,
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first, the infant,
Mewling and puking in the nurse's arms.
Then the whining schoolboy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress' eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths and bearded like the pard,
Jealous in honor, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon's mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lined,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slippered pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side;
His youthful hose, well saved, a world too wide
For his shrunk shank, and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion,
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.

- William Shakespeare






5º Mesociclo

(45ª, 46ª, 47ª e 48ª semanas de 2019 - 04/11 a 02/12)





As pre-inscrições para o TOR, abrem no dia 01/02/2020:




Eis aqui o quadro de provas que eu gostaria de fazer nesta época (calendário ATRP 11/19 a 10/20):








O meu peso vai ter mesmo que baixar para perto dos 71 kg, até Setembro próximo. Até porque é um bom indicador de uma alimentação cuidada.






Nos últimos anos tem sido sempre assim: perco muito peso para fazer a maior prova do ano, e depois volto a ganhar esse mesmo peso:





O sono é uma varável muito importante. No meu caso, tem andado demasiado descontrolada:




Como diz a Ester Sofia Alves, que trabalha em fisiologia do desporto:


«Há quem pense que fica bem dizer:

🔸Não preciso de dormir muito
🔸Durmo 4 horas e fico bem
🔸Durmo pouco e trabalho muito
🔸Não tenho tempo para dormir

Meus caros....
O sono acelera a recuperação muscular, deixando o corpo “pronto” para o próximo treino. Se essa recuperação não ocorrer, o próximo treino pode ter a sua intensidade prejudicada.
Além disso, algumas hormonas têm a sua produção aumentada ou diminuída durante o sono: A GH (hormona de crescimento) é libertada à noite, ajudando a recuperação muscular. Já o cortisol, é libertado em maior quantidade quando acordamos.
Portanto, o sono tem um papel fundamental na regulação hormonal. Sem falar que o sono adequado ajuda no sistema imunológico do atleta (evita infecções) e controla hormonas relacionadas à fome e saciedade (evitando muito ganho ou perda de peso).
Ou seja se dormes pouco é mau sinal...
Se dormes poucos estas a aumentar o stress sobre o organismo, a promover o catabolism o (destruição)...
Não digas com orgulho que DORMES POUCO.
Não vais longe assim.»





Os meus primeiros 4 meses de preparação para o TOR foram assim:



E as semanas assim (a semana 29 é a do AUT):


 


As semanas mais recentes têm sido semanas de trabalho, doença e preguiça. Tenho tido muito trabalho, alguns problemas físicos, e nem sequer me tem apetecido correr.



Treino Anual desde que me meti nisto:


 


Ainda falta um mês, portanto devo conseguir meter um volume de treino próximo dos 4.000 km com 120.000 m de desnível positivo.


Treino Mensal desde que me meti nisto:


 



A minha medida de treino, desde que comecei a treinar regularmente, em 2009, combina a distância com a altimetria da seguinte forma:

km-effort = distância (km) + 10 x desnível (km).

Essa escolha está explicada aqui:

ITRA Performance Index - Tudo o que nunca quis saber nem teve vontade de perguntar

Retomei os treinos em Agosto do ano passado, após um hiato com 12 mesociclos muito fracos (abaixo dos 200 km-effort por semana). Para mim um bom mesociclo é um que tenha mais de 400 km-effort.





Este ano o treino tem estado de acordo com as minhas expectativas (é normal no Outono baixar o volume, para descansar o corpo e a mente), embora recentemente ande a treinar menos do que deveria.





Entretanto fui fazendo provas para cumprir calendário:

A 10/11 estive nos 43K do Penacova Trail do Centro. Pode-se ver aqui a reportagem:


 


E a crónica no Blog:

http://dorsal1967.blogspot.com/2019/11/run-4-fun-nas-competicoes-nacionais-de_15.html




E eis aqui uma bela reportagem sobre o TOR 2019:





Now we are free








A próxima prova é já no sábado dia 07/12: Vou fazer os 60K do EPIC Trail Run:


Regulamento.

Caderno de Prova.












































Percurso antigo (2017)




Novo percurso (2018)



















2 comentários:

  1. Olá Luís,
    Tropecei neste teu post e tive curiosidade de o ler.
    Há cerca de um ano comecei a dar mais importância ao ITRA e ao seu Performance Index.
    Inicialmente achei estranho que o método de avaliação e atribuição de pontos fosse com base numa fórmula complexa e secreta, mas hoje percebo que, na verdade, o método deve ser tão simplista e subjetivo, que o próprio Board tem vergonha de o divulgar para não descredibilizar o próprio ranking.
    Após ler as explicações que a ITRA tem disponíveis no seu site, e de ler o teu entendimento, confirmo que o meu entendimento é igual ao teu salvo uma exceção que me tinha escapado: "Os resultados finais de todos os atletas são reajustados por forma a que a média dos scores finais seja idêntica à média dos índices iniciais de todos os participantes nessa prova."
    E é aqui que começo a ficar desconfortável com atribuição de pontos pois tudo o que envolve médias faz com seja muito difícil sair, da dita média, e isso é efetivamente uma falha que entendo como grave.
    Por altura da prova Ultra do GTSA 2019, enviei um email para a ITRA a pedir ajuda porque não entendia a pontuação atribuída.
    - 1º classificado de 2018 (Hélio Fumo) fez 5h22 - 834 pontos – implica um tempo de 4h54m para o index 1000, que seria o tempo referência.
    - 1º Classificado de 2019 (Carlos Ferreira) fez 5h30 - 786 pontos – implica um tempo de 4h19m para o index 1000, que seria o tempo referência.
    Não entendo porque é que este ano, com mais dois km e mais 100d+, o vencedor teria de fazer cerca de menos 30m do que em 2018 para conseguir o mesmo número de pontos.
    - Não avalio os fatores meteorológicos, pois é difícil de avaliar se o tempo invernoso e ciclónico que se fez sentir este ano é mais ou menos prejudicial que calor de 2018.
    Depois de enviado email para o ITRA, do qual não obtive qualquer resposta, atualizaram a pontuação, somando cerca de 13 pontos a todos os participantes. (os 786 já é com a pontuação atualizada).

    Resumindo:
    No fim de contas, percebo que o índex 1000, que é o tempo de referência de cada prova, é calculado mais ou menos com base no ranking do atleta que cortou a meta em 1º lugar. Portanto, independentemente do momento de forma deste, a pontuação da prova vai ser mais alta. As provas em que não existam atletas com pontuação em provas “famosas” fora de Portugal, vão receber sempre menos pontos, pois a ITRA não os considera tão credíveis.

    Conclusão:
    Um atleta que faça poucos pontos pois não treina pouco, a partir do momento que quiser comece a treinar mais a sério e quiser subir no ranking, tem de procurar estas provas onde tem melhores atletas, se não nunca sairá da média baixinha que é atribuída à maior parte das provas portuguesas.

    Cumprimentos
    Pedro Viana
    https://andaviana.wordpress.com/

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    1. Muito obrigado pelo comentário Pedro. É um acrescento muito interessante ao que eu tinha escrito. Sim, concordo com a análise. Presumo que a ITRA continue a evoluir no seu método de classificação, e que no futuro possam tomar em conta esse tipo de crítica construtiva. Mais uma vez obrigado

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