As corridas de montanha (1995–2005): o elo que ligou a montanha ao trail

A disciplina que criou a primeira geração de atletas de montanha correu em dois fios federativos — atletismo e montanhismo. F

Entre a cultura de montanha que já existia (Dossiê 61) e o trail moderno que chegaria depois, houve uma disciplina intermédia: as corridas de montanha competitivas dos anos 90 e 2000. Este dossiê é o seu panorama nacional — e mostra que ela não correu numa casa federativa única, mas em duas linhagens paralelas, a do atletismo (com campeão nacional já em 1996) e a do montanhismo (a FPME, de 2002). Foi essa dualidade que o trail herdou.

Série · História do Trail Running em Portugal · Dossiê 62

As corridas de montanha (1995–2005): o elo que ligou a montanha ao trail

Quando o trail chegou, não teve de inventar corredores de montanha. Encontrou uma geração que já competia em encostas — com campeonatos, taças e dorsais — desde os anos 90. Só mudou o vocabulário.

⛰️ Fase federativa · 1995–2005 🏃 Corrida de montanha · atletismo + montanhismo 📚 Dossiê 62 ✍️ Luís Matos Ferreira
Estado editorial. Dossiê desenvolvido — cronologia com fonte, não síntese historiográfica. Documentação escassa e assimétrica: o circuito da FPME só tem resultados comunitários a partir de 2003, e a linhagem do atletismo só se conhece por fragmentos antes de 2004. Proximidade baixa (tudo anterior à entrada do autor na modalidade, 2010). A secção 3 corrige uma afirmação do próprio artigo-base: a «1.ª edição de 1998 sob a FPME» não resiste à cronologia. As lacunas ficam visíveis.
Série · História do Trail Running em Portugal Este post integra a série que expande o artigo-base «Trail Running em Portugal». Desenvolve o §3 (as corridas de montanha, o elo de ligação) e é a peça central de uma sequência cronológica: lê-se depois das raízes de montanha (Dossiê 61) e antes — ou ao lado — do seu caso trabalhado, o São Mamede (Dossiê 63).

Houve uma disciplina entre a montanha e o trail: as corridas de montanha competitivas. Foram elas que criaram a primeira geração de atletas portugueses habituados a competir em terreno serrano — muito antes de a palavra «trail» ser corrente. Só que não correram numa casa federativa única. Correram em duas.

Na imagem corrente, o trail português nasce a partir de 2005. Mas, entre a cultura de montanha que já existia (Dossiê 61) e essa vaga moderna, houve um elo: as corridas de montanha — provas curtas, competitivas, a subir e a descer encostas com dorsal e cronómetro. Este dossiê é o panorama nacional dessa disciplina: o que era, quem a tutelava, quem organizava provas e onde, quem as corria, e como se transformou no trail que veio depois. E obriga a corrigir a imagem simples de «uma disciplina federada única»: no período, «corrida de montanha» correu em duas linhagens federativas paralelas — uma do atletismo, outra do montanhismo.

1984
funda-se a World Mountain Running Association (WMRA); 1.º Troféu Mundial em 1985 [R629][R630]
1996
Portugal já tem campeão nacional de corrida de montanha, pela via do atletismo [R638] est
2002
a FPME autonomiza-se (Espinho) e Portugal recebe o Europeu em Câmara de Lobos [R635][R634]

1) O que eram as «corridas de montanha»

Fixar o objecto é essencial, porque «corrida de montanha» não é sinónimo de «trail». A corrida de montanha (mountain running) é uma disciplina competitiva de origem atlética: provas curtas — tipicamente 6 a 15 km — em terreno de montanha, com forte componente de subida. Tem federação internacional desde há quatro décadas: a World Mountain Running Association (WMRA) foi fundada a 29 de Setembro de 1984, em Zogno (Itália) [R629], e o seu 1.º Troféu Mundial realizou-se a 23 de Setembro de 1985, em San Vigilio di Marebbe, em distâncias de 6 a 14,6 km e nos dois formatos que ainda a definem — uphill (só subida) e up-and-down [R630][R629].

Em paralelo, nos Alpes, nascia uma variante mais radical: o skyrunning, conceito de Marino Giacometti — recordes de velocidade no Monte Rosa e no Mont Blanc no início dos anos 90, um circuito esboçado em 1992 e uma federação própria em 1995 [R631][R632]. Dele vem o quilómetro vertical (cerca de 5 km para 1000 m de desnível).

Critério editorial — três disciplinas, não uma
Neste texto, corrida de montanha designa a prova curta (6–15 km), competitiva, com foco na subida, sob égide do atletismo; skyrunning designa a variante de alta montanha e quilómetro vertical; e trail running designa o que veio depois — distâncias longas até ao ultra, subida e descida, autonomia, tecnicidade e experiência territorial. As três cruzam-se, mas não são a mesma coisa. O trail português herdaria pessoas e terreno das duas primeiras — sobretudo da primeira.

2) Duas linhagens, não uma

Aqui está o achado que reformula este dossiê. Ao contrário do que uma leitura rápida sugere — e do que o próprio artigo-base desta série deixa passar —, a «corrida de montanha» em Portugal não correu numa única casa federativa. Correu em duas, paralelas:

Linhagem do atletismo — ligada ao INATEL e depois à Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), e por essa via à IAAF/World Athletics e à WMRA. Via oficial da modalidade internacional. Tinha campeão nacional já em 1996 [R638].
Linhagem do montanhismo — actividade dos clubes de montanha, que ficou sob a FPME quando esta se autonomizou (assembleia constituinte de 20/07/2002, Espinho [R635]). O seu Circuito Nacional de Montanha tem resultados documentados a partir de 2003 [R636].

A dualidade não é um pormenor burocrático: explica a confusão histórica. A mesma expressão designava, no mesmo país e nos mesmos anos, provas de clubes de atletismo (com juízes da FPA, apuramento europeu) e provas de clubes de montanha (mais próximas do montanhismo e da orientação). Foi da confluência tardia destes dois fios que saiu boa parte da primeira geração do trail português. A própria regra federativa mostra a hibridização: o regulamento da FPME fixa provas de mais de 15 km, com subida predominante ou subida e descida, e desnível positivo mínimo de 8% [R641] — a corrida de montanha a esticar-se na direcção do trail.

3) 1998, e o problema da data fundadora

O artigo-base afirma que «em 1998 se realizou a 1.ª edição do Campeonato Nacional de Corridas de Montanha, sob a égide da FPME», dando como primeiros vencedores Vitorina Mourato e Vítor Cordeiro, do Atletismo Clube de Portalegre [R5][R6]. É preciso olhar para essa data com honestidade — porque a pesquisa não a sustenta como estava escrita.

Correcção metodológica. A afirmação «1.ª edição em 1998, sob a égide da FPME» é cronologicamente frágil por duas razões. Primeira: a FPME não existia autonomamente em 1998 — só se constituiu em 2002 [R635] — e o seu circuito só aparece documentado a partir de 2003 [R636]. Segunda: a data de 1998 e a dupla Mourato/Cordeiro rastreiam, no essencial, para uma única fonte interessada — a história oficial do UTSM, escrita pelo próprio organizador [R231] —, sem corroboração independente. Entretanto, a linhagem do atletismo já tinha campeão nacional de montanha em 1996 [R638]. A leitura mais provável é a de uma conflação retrospectiva de duas linhagens distintas. Regista-se como ambiguidade em aberto, candidata a erratum do artigo-base, até haver fonte primária que date e atribua a edição de 1998.

O que não se põe em causa é o essencial: que Mourato e Cordeiro foram atletas reais de corrida de montanha do ACP, que Mourato é «a primeira heroína desportiva desta genealogia» na leitura do artigo-base, e que ambos fizeram a ponte para o trail — Cordeiro venceria o ultra do seu próprio clube em 2019, aos 50 e muitos anos (Dossiê 63). Corrige-se a moldura institucional e a data — não as pessoas.

4) Portugal no mapa internacional: Câmara de Lobos, 2002

A linhagem do atletismo deu a Portugal o seu momento internacional mais claro do período — e não foi no continente, foi na Madeira. A 7 de Julho de 2002, em Câmara de Lobos, Portugal recebeu o 8.º Campeonato Europeu de Corrida de Montanha, a primeira edição sob a nomenclatura da European Athletics, com 94 atletas [R634]. Nos seniores, o melhor português foi Paulo Gonçalves, 9.º, e a melhor portuguesa Lucinda Moreiras, 10.ª [R634]. A Madeira voltaria a receber o Europeu em 2015 (Porto Moniz) [R633]. É um dado revelador: a montanha da Madeira foi palco internacional da corrida de montanha muito antes de, com o MIUT, se tornar capital do trail nacional (Dossiê 14).

Evidência negativa. Ao contrário do plano europeu, Portugal não figura como anfitrião, medalhado ou participante nomeado nos quadros do Troféu/Campeonato do Mundo de corrida de montanha da WMRA [R644]. Não quer dizer que nenhum português lá tenha corrido — quer dizer que, se correu, não deixou registo nos palmarés consultados. B — evidência negativa

5) O circuito por regiões — os clubes e núcleos

É o coração do «panorama nacional» e a secção onde a documentação mais falha. Não existe, em fonte pública consultável, um mapa completo do circuito português ano a ano entre 1996 e 2005. O que há são fragmentos firmes, de Norte a Sul:

Norte (Gaia / Castelo de Paiva) — o Clube Spiridon de Gaia, fundado a 05/01/1985, organizava desde Maio de 1985 os «17 km Pedorido–S. Domingos», classificados como corrida de montanha; chegou a dezoito edições [R640].
Beira / Estrela (Guarda) — a Associação de Atletismo da Guarda organizou, a 7 de Agosto de 2004, a 1.ª Taça de Portugal de Corrida de Montanha (Aldeia Viçosa→Guarda, pela calçada romana do Tintinolho), vencida por Paulo Gonçalves; a 22.ª edição decorre em 2026 [R639][R642].
Sul (Alto Alentejo) — o Atletismo Clube de Portalegre organizava a Escalada do Mendro, cuja 30.ª edição em 2016 remete a estreia para meados dos anos 80 [R643] (cita-se, não se reescreve — é o clube do Dossiê 63).

Para o período a partir de 2003, o arquivo comunitário «Crónicas das Corridas» conserva os resultados do Circuito Nacional de Montanha da FPME [R636], cuja distribuição — ainda que numa fotografia mais tardia (2013) — dá a medida da dispersão nacional: provas na Estrela, em Trás-os-Montes, no Douro/Arouca, na Beira, no litoral de Lisboa, no Baixo Vouga e no Alentejo [R636][R637].

Lacuna assumida. A reconstituição do circuito por regiões entre 1996 e 2002 é a maior falha documental deste dossiê. Os resultados da linhagem FPME só existem em arquivo comunitário a partir de 2003; os do atletismo antes de 2004 só se conhecem por fragmentos. A lista completa de jornadas, locais e clubes dos primeiros anos está por reconstruir — provavelmente só em boletins federativos em papel e imprensa regional. B/C — arquivo comunitário

6) Os atletas: a geração que correu antes de existir a palavra «trail»

O elemento humano é o que mais importa — e é onde a assimetria entre as duas linhagens mais se nota. Paulo Gonçalves, da Guarda, é o fio condutor mais sólido da vertente atlética: campeão nacional de corrida de montanha em 1996 (então pelo INATEL Marvão), vice em 2000 e 2001, terceiro em 2002, 9.º no Europeu de Câmara de Lobos nesse ano, e vencedor da 1.ª Taça de Portugal em 2004 [R638][R634][R639]. É a prova de que existia corrida de montanha competitiva em Portugal antes de 1998.

Homonímia e confiança. Este Paulo Gonçalves, atleta de corrida de montanha da Guarda, não é o piloto de motos Paulo Gonçalves (o «Speedy», falecido em 2020) — nomes iguais, pessoas distintas (diretiva §4.6). Além disso, o seu palmarés vem de uma biografia de clube que, à data da pesquisa, respondia com erro de acesso; o título de 1996, em particular, carece de confirmação por arquivo est. B — a triangular via Arquivo.pt

Do lado internacional feminino, Lucinda Moreiras foi 10.ª nesse Europeu de 2002 [R634] — um dos raros resultados femininos portugueses documentados da disciplina no período. E, do lado do montanhismo, Vitorina Mourato e Vítor Cordeiro entram aqui como marco, não como arco pessoal: as suas trajectórias completas pertencem aos Dossiês 63 e 05/06/07. O ponto a reter é este: quando o trail moderno chegou, não teve de inventar corredores de montanha. Encontrou uma geração — de Portalegre à Guarda, de Gaia à Madeira — que já competia em encostas. Muitos simplesmente mudaram de vocabulário.

7) O mecanismo de transição: como as corridas de montanha viraram trail

Como é que esta disciplina entregou o testemunho ao trail? A resposta está na distância entre o que a corrida de montanha era e o que o trail passou a ser. A corrida de montanha internacional era curta e de subida (6–15 km, foco no uphill), sob o atletismo [R629]. O trail trouxe três coisas que ela não tinha: distância (até ao ultra), subida-e-descida técnica com autonomia, e uma cultura territorial — a prova como travessia de uma serra, não como escalada de um cume. A referência europeia dessa mudança foi a UTMB, cuja 1.ª edição é de 2003 (Dossiê 22). Atletas que foram correr o UTMB voltaram com «um conceito diferente: o trail europeu era mais longo, mais técnico e mais sedutor do que as corridas de montanha praticadas em Portugal» [R5].

Mas a transição já estava inscrita na disciplina federada — a regra da FPME admitia provas longas com descida [R641]. E há provas-charneira que a série já documentou e aqui apenas cita como exemplos, sem reescrever: São Mamede / ACP (11 km up-and-down em 1999 → ultra de 100 km em 2012, no mesmo clube e na mesma serra — Dossiê 63); e a Confraria Trotamontes → Ultra Trail Serra da Freita (2006) e a Geira Romana (Dossiês 03 e 15). É aqui que as três genealogias se encadeiam: a corrida de montanha forma a geração; as primeiras «provas com DNA de trail» (1999–2007) esticam o formato; e o trail moderno dá-lhe nome, distância e ligação internacional. O elo não foi uma ruptura — foi um alongamento.

8) Leitura crítica e lacunas

A data de 1998 é um problema, não um dado. A secção 3 di-lo em voz alta: a «1.ª edição de 1998 sob a FPME» não resiste ao confronto com a cronologia. É a lacuna mais consequente, porque contamina afirmações repetidas noutros textos da série, e fica sinalizada como candidata a erratum.

O circuito por regiões antes de 2003 está por reconstruir, e as duas linhagens pedem duas pesquisas — a do atletismo (INATEL/FPA, WMRA, Taça de Portugal) e a do montanhismo (FPME) têm arquivos e protagonistas distintos. Este dossiê identificou a dualidade; documentá-la a fundo é trabalho por fazer. E a fronteira corrida-de-montanha ↔ trail é conceptualmente fluida: não há uma «data de viragem» única, há um alongamento progressivo. Qualquer «primeiro trail» tem de dizer a que genealogia se refere.

9) Convite ao contraditório e contributos

Este é um dos dossiês da série que mais depende de quem tenha memória e papel guardado. São especialmente bem-vindos contributos documentados sobre: cartazes, regulamentos e listas de resultados dos campeonatos e taças de corrida de montanha antes de 2005, em qualquer das duas linhagens; a datação e a tutela real da edição de 1998 (quem organizou, onde, sob que federação); o palmarés completo dos campeonatos nacionais ano a ano; a memória dos organizadores regionais; e testemunhos de atletas da geração 1996–2005 — incluindo Paulo Gonçalves, Lucinda Moreiras, Vitorina Mourato e Vítor Cordeiro. Contributos que permitam triangular ou refutar a data de 1998 são prioritários. Canais: comentário em dorsal1967.blogspot.com ou email no rodapé do blog.

Referências

[R5] Artigo-base v2 — §3: Campeonato Nacional de Corridas de Montanha (1998); FPME como estrutura; regresso de atletas do UTMB com «um conceito diferente».
[R6] Artigo-base v2 — §3: 1.ª edição (1998), Vitorina Mourato e Vítor Cordeiro; primeiras provas com DNA de trail (ACP, 1999); jornada na Serra da Penha (2000).
[R231] (via Dossiê 63) UTSM / Atletismo Clube de Portalegre — «A história do UTSM» (João Carlos Correia): base única e interessada da atribuição de 1998: utsm.pt
[R629] World Mountain Running Association — «History»: fundação a 29/09/1984 (Zogno); formatos uphill e up-and-down: wmra.info
[R630] Wikipedia — «1985 World Mountain Running Trophy»: 1.ª edição a 23/09/1985 (San Vigilio di Marebbe), 115 atletas, 10 nações (confiança B): en.wikipedia.org
[R631] International Skyrunning Federation — «History»: Marino Giacometti; circuito de 1992; Federation for Sport at Altitude em 1995; quilómetro vertical (primária, interessada): skyrunning.com
[R632] Wikipedia — «Skyrunning»: cronologia e definição de quilómetro vertical (confiança B): en.wikipedia.org
[R633] Wikipédia — «Campeonato Europeu de Corrida de Montanha»: Troféu Europeu desde 1995; nomenclatura European Athletics desde 2002; Portugal anfitrião em 2002 e 2015 (confiança B): pt.wikipedia.org
[R634] Wikipédia — «Campeonato Europeu de Corrida de Montanha de 2002»: 8.ª edição, Câmara de Lobos, 07/07/2002; Paulo Gonçalves 9.º e Lucinda Moreiras 10.ª (seniores) (confiança B): pt.wikipedia.org
[R635] FPME — «História da Formação da FPME»: assembleia constituinte a 20/07/2002 (Espinho); autonomização face à Federação de Campismo: fpme.org
[R636] Crónicas das Corridas — «Circuito Nacional de Montanha (FPME)»: resultados do circuito FPME de 2003 a 2013; distribuição geográfica (arquivo comunitário, confiança B/C): cronicasdascorridas-site.weebly.com
[R637] Crónicas das Corridas — «Montanha (FPA / EA / IAAF)»: vertente atletismo; Taça de Portugal; participações europeias (arquivo comunitário, confiança B/C): cronicasdascorridas-site.weebly.com
[R638] Associação de Atletismo da Guarda — biografia de Paulo Gonçalves: campeão nacional de corrida de montanha em 1996 (INATEL Marvão), vice em 2000/2001, 3.º em 2002, vencedor da 1.ª Taça de Portugal 2004 (confiança B; página em erro de acesso à data, a confirmar por Arquivo.pt): aag.pt
[R639] Associação de Atletismo da Guarda / FPA — 1.ª Taça de Portugal de Corrida de Montanha (07/08/2004, Aldeia Viçosa→Guarda, Tintinolho) e regulamento da 22.ª edição (2026) (confiança B): aag.pt
[R640] Clube Spiridon de Gaia — «História do Clube»: fundação a 05/01/1985 (Avintes); «17 km Pedorido–S. Domingos», corrida de montanha desde Maio de 1985 (Castelo de Paiva), 18 edições (confiança B): clubespiridondegaia.blogspot.com
[R641] FPME — «Regulamento das Competições de Corrida em Montanha»: provas de mais de 15 km, subida predominante ou subida/descida alternadas, desnível positivo mínimo de 8%: fpme.org
[R642] RTP Arquivos — «Atletismo: Taça de Portugal de montanha»: peça de arquivo televisivo sobre a prova (imprensa de referência, confiança B): arquivos.rtp.pt
[R643] Atletismo Clube de Portalegre — «XXX Escalada do Mendro» (2016): 30.ª edição em 2016 (Serra do Mendro), remetendo a estreia para meados dos anos 80 (confiança B): acportalegre.com
[R644] Wikipedia — «World Mountain Running Championships»: quadros de anfitriões e medalhas (evidência negativa: Portugal ausente; confiança B): en.wikipedia.org
Remissões internas: Dossiê 61 (raízes e pré-história — o elo anterior); 63 (São Mamede, o caso trabalhado, e o arco pessoal de Mourato e Cordeiro); 03 (Freita) e 15 (Geira Romana) — a Primeira Vaga; 14 (o MIUT e a Madeira do trail); 20 (a FPME e os conflitos federativos); 22 (o UTMB e a influência internacional); 41 (o calendário); 05, 06 e 07 (a selecção, os Mundiais e as mulheres); 26 (os veteranos).
Gostava muito de ouvir a tua opinião. Correste corridas de montanha nos anos 90 ou 2000? Tens cartazes, regulamentos ou resultados dos campeonatos e taças da época? Sabes quem organizou — e sob que federação — a «1.ª edição» de 1998? Contributos e correcções documentadas são muito bem-vindos nos comentários.
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