Circuito Nacional de Trail: hierarquia, legitimação e impacto

Antes do Circuito, o calendário não tinha topo. Com ele, uma associação passou a decidir que provas contam — e isso foi um exercício de poder.

Post da série História do Trail Running em Portugal: o Circuito Nacional de Trail como mecanismo de hierarquização e legitimação das provas — e porque compor o circuito era, na prática, exercer poder sobre a modalidade. Proximidade do autor declarada; lacunas assumidas.

Série · História do Trail Running em Portugal · Dossiê 21

Circuito Nacional de Trail: hierarquia, legitimação e impacto

Antes do Circuito, o calendário não tinha topo. Com ele, uma associação passou a decidir que provas contam como o topo do trail português — e isso foi um exercício de poder.

📍 Portugal 📅 2013–2026 📚 Dossiê 21 · Competição e circuitos ✍️ Luís Matos Ferreira
Estado editorial. Rascunho documentado: a composição dos circuitos de 2013 a 2018 está confirmada em fonte pública (páginas oficiais da ATRP preservadas no Wayback Machine e no Arquivo.pt), incluindo os regulamentos de 2015 e 2016 e classificações finais de 2013, 2015 e 2016; a pertença aos circuitos de 2017–2026 é reconstituível nas páginas públicas do MYATRP. As fontes privadas da primeira versão ficaram corroboradas — e corrigidas em três pontos assinalados no texto. Proximidade: o autor foi dirigente da ATRP no período em que estes circuitos foram desenhados — foi parte de quem os compôs.
Série · História do Trail Running em Portugal Este post integra a série que expande o artigo-base «Trail Running em Portugal: Uma História de Montanha, Resistência e Comunidade». Lê-se em diálogo com o Dossiê 43 — A ATRP por dentro (o contexto institucional) e com o Dossiê 23 — Organizadores profissionais vs. associativos (quem controla a modalidade).

O Circuito Nacional de Trail foi o primeiro mecanismo de hierarquização e legitimação das provas de trail em Portugal. Deu à modalidade uma coluna vertebral competitiva que ela não tinha — e, ao mesmo tempo, deu a uma associação o poder de decidir o que conta como topo. Compor o circuito era serviço à modalidade e poder sobre ela, na mesma decisão.

Declaração de interesses

Quem escreve é cofundador da ATRP e integrou os seus órgãos sociais no período (2012–2016) em que o sistema de circuitos foi criado e reestruturado — incluindo o pelouro das classificações. Não sou, portanto, observador neutro: fui parte de quem compôs os circuitos e aplicou os seus critérios. Onde a fonte é documentação interna, usam-se factos reescritos, nomeiam-se apenas figuras públicas em função, e a leitura da direcção é assinalada como posição de parte, com o contraditório dos organizadores afectados sempre que ele é conhecido. A análise institucional fina remete para o Dossiê 43.

1) Antes do Circuito: um calendário sem topo (até 2012)

Quando o trail moderno começou a crescer em Portugal, a partir de 2006, o calendário era uma justaposição de provas independentes — a Ultra Trail Serra da Freita, o MIUT, a Geira Romana, os Trilhos dos Abutres, o UT São Mamede —, cada uma com o seu público, o seu prestígio local e as suas regras. Não havia quadro comum de distâncias, nem ranking partilhado, nem uma noção formal de «campeão nacional» de trail. O prestígio de uma prova era o que a comunidade lhe reconhecia, não o que uma estrutura lhe atribuía.

Faltava, por outras palavras, um eixo vertical: um mecanismo que dissesse esta prova está acima daquela, ou este resultado vale para um título nacional. Era esse vazio — de hierarquia e de legitimação — que o Circuito Nacional veio ocupar. E ocupá-lo foi, em si, um ato de poder: atribuiu a uma associação recém-nascida a prerrogativa de ordenar um terreno que até aí ninguém ordenava.

2) A criação do Circuito: hierarquizar por dureza (2013–2015)

O Circuito Nacional nasce com o primeiro calendário competitivo da ATRP, na época de 2013 — épocas anuais, de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, e não «2013/2014» como por vezes se recorda; o formato Outubro–Setembro só chega anos mais tarde [R1][R4]. O desenho inaugural tinha dois circuitos: Trail (8 provas) e Ultra (7 provas — Abutres, Sesimbra, UT São Mamede, MIUT, Freita, UTNLO, Serra d'Arga), com o MIUT designado «Campeonato de Portugal de Ultra Trail» [R1].

E o critério de entrada nesse primeiro ano ficou escrito, preto no branco, na página oficial:

Página oficial da ATRP, 2013 [R1]

«Em 2013 […] o critério de seleção será o conhecimento pessoal que a ATRP tem de cada uma delas, bem como os comentários publicados em diversos forums e blogs ligados à modalidade, sobre o nível organizativo de cada uma das provas.»

É difícil encontrar formulação mais nítida do argumento deste dossiê: no ano fundador, o topo da modalidade foi definido por apreciação directa de quem geria o sistema. A própria ATRP tratou de objectivar o processo logo a seguir — em Março de 2013 publicou critérios de elegibilidade para 2014 (organizador associado, harmonização com o modelo de regulamento, segurança, representatividade, «equilíbrio dos Circuitos […] dispersão geográfica, conflitualidade de datas») [R2] — mas a decisão final de composição nunca deixou de ser sua. Em 2014, o circuito Trail cresceu para 10 provas e o título de Campeonato de Portugal passou do MIUT para o UT São Mamede [R3][R4] — um detalhe a reter para a secção seguinte.

A forma madura chega no desenho de 2015, anunciado publicamente em Setembro de 2014 (o que corrobora o «fechado pela direcção em Outubro de 2014» da documentação interna): três circuitos escalonados por durezaTrail (10 provas, até 42 km), Ultra (8 provas, «entre 42km e 69km») e Ultra Endurance (4 provas, acima de 70 km: Sicó 111k, MIUT 114,6k, UT São Mamede 100k, UTAX 109k), com o MIUT de novo prova-título [R5][R6].

A arquitectura já era, em si, uma hierarquia: ao ordenar as provas por dificuldade e ao definir quantas era preciso terminar para ser finisher do circuito e quantas contavam para a classificação, o sistema decidia o que valia mais. A discussão interna mais substantiva deste desenho foi precisamente sobre onde pôr a fasquia do topo: à proposta inicial do presidente — que admitia, no circuito mais duro, uma só prova para ser finisher —, João Mota opôs-se, defendendo tratar o Ultra Endurance como circuito «Élite», com um mínimo de provas mais exigente. A objecção venceu quanto ao essencial: o regulamento publicado de 2015 fixou, para o Ultra Endurance, mínimo de 2 provas para finisher, contando as 2 melhores para a pontuação (no Trail: 3 mínimas, 6 a contar; no Ultra: 3 e 4) [R7]. É um exemplo, em fonte primária, de que a hierarquia se afinou por deliberação — mas também de que definir o topo era a decisão política central do sistema.

Porque isto é poder, e não só logística. Fixar «quantas provas contam» e «quais dão título» não é uma escolha técnica neutra: é decidir que esforços são reconhecidos e quais não. Um atleta que terminasse uma prova dura mas fora dos critérios não era campeão de nada; uma prova que não entrasse no escalão certo perdia estatuto. O circuito não descrevia uma hierarquia preexistente — criava-a. E o regulamento de 2015 fechava o ciclo: os vencedores dos circuitos eram o critério de apuramento para os Campeonatos do Mundo [R7] — quem compunha o circuito escolhia, indirectamente, quem vestia a camisola nacional.

Ao mesmo tempo, a reunião de direcção de 5 de Julho de 2015 mostra o outro lado do mesmo poder: a normalização por regulamento. Para os Circuitos de 2016 fixaram-se, entre outros, um regulamento-tipo obrigatório, cronometragem electrónica obrigatória, uma quota adicional para as provas do circuito, a definição das provas que dão título de campeão nacional, a admissão de novas provas e um processo de homologação de classificações com prazos do organizador para a ATRP. O regulamento público de 2015 já previa o mecanismo de homologação [R7]; e a harmonização com o modelo de regulamento da ATRP era critério público desde Março de 2013 [R2] — 2016 reforçou o aparelho normativo, não o inaugurou.

3) Quem entra, quem fica de fora — e porquê (2016)

É na composição concreta que o poder se torna visível. Para 2016 — ano em que a nomenclatura oficial muda de «Circuitos» para «Campeonatos Nacionais» [R9] —, a proposta interna de Agosto de 2015 consolidava um circuito «Endurance» (o mais duro) reunindo MIUT, Estrela Grande Trail, Freita e UTAX. A página oficial de 2016 confirma-a na íntegra: Endurance = UTAX 112k, MIUT 115k, Estrela Grande Trail 90k, Freita 100k, com o UTAX a estrear-se como Taça de Portugal de Trail Ultra Endurance, título de prova única [R9][R10]. E aqui veio o atrito: o Sicó e o S. Mamede saíram do circuito longo, por critério de perfil de percurso (o Sicó, prova rolante, «sem lugar no Endurance»).

O registo público obriga, porém, a corrigir a memória interna em dois pontos:

  • O Sicó desapareceu de todos os campeonatos de 2016 — a rejeição do convite, conhecida da correspondência interna, confirma-se por omissão na composição publicada [R9].
  • O S. Mamede não foi convidado «para a prova pequena»: entrou no circuito Trail Ultra de 2016 com o «TLSM – Trail Longo da Serra de São Mamede», de 60 km [R9]. A despromoção foi de escalão (do topo para o intermédio), não para a base — o que não muda a natureza do atrito, mas muda a sua dimensão.

Quem eram os afectados? As páginas oficiais arquivadas identificam os organizadores prova a prova [R6][R9]: o Sicó (UTCTS) era organizado pela Associação Desportiva O Mundo da Corrida, de Eduardo Santos; o UT São Mamede pelo Atletismo Clube de Portalegre, com João Carlos Correia como director de prova — prova, aliás, lançada e discutida no fórum d'O Mundo da Corrida, segundo o testemunho do próprio director (Dossiê 10). A correspondência interna de 2015 regista que a troca de mails «mais acesa» era com O Mundo da Corrida — ou seja, com o organizador do Sicó, a prova retirada que rejeitou a despromoção.

O contraste dispensa adjectivos, nos dois casos. O UT São Mamede fora a prova-título de Portugal em 2014 [R3][R4]; dois anos depois estava fora do circuito de topo. E o Sicó era a prova que, em 2012, acolhera a primeira apresentação pública do regulamento ATRP — nas jornadas técnicas do IV Trail de Conímbriga–Terras de Sicó, a convite de Eduardo Santos. O anfitrião da estreia virara o principal contraditor de uma reclassificação — sinal de que a pergunta de fundo (quem decide o que conta como prova nacional) não se resolvera, e continuava ao rubro. Registe-se, em abono da complexidade: O Mundo da Corrida manteve outras provas nos campeonatos de 2016 (o UTS Sesimbra 21k no Trail; o INATEL Piodão 50k no Ultra) [R9] — o atrito não foi um corte total.

Contraditório. A leitura acima é, em parte, a da direcção — que invocava o perfil do percurso como critério objectivo. Do lado dos organizadores afectados, uma reclassificação que retira uma prova do escalão mais prestigiado é uma perda de estatuto e de atractividade, decidida por uma entidade externa. Quem tinha razão sobre o critério do Sicó não se estabelece aqui; regista-se que o poder de reclassificar existia, era exercido, e gerava conflito. A pesquisa de imprensa de época não encontrou eco público da polémica — o que também diz algo sobre onde estas decisões se discutiam. A versão dos organizadores excluídos está por recolher (ver secção 7). Nota: em 2017, tanto o Sicó como o UT São Mamede regressaram ao circuito Endurance, então alargado a 10 provas [R15].

4) Impacto nos organizadores: reconhecimento com condições

Para um organizador, entrar no Circuito Nacional trazia reconhecimento e visibilidade — o selo de «prova nacional», lugar num calendário divulgado, atletas atraídos pela classificação. Mas trazia também condições: regulamento-tipo, cronometragem electrónica obrigatória, prazos de homologação de classificações, uma quota adicional [R7][R10]. E, do lado dos praticantes, o regulamento de 2016 reservava a pontuação nos campeonatos a associados da ATRP com quota paga [R10] — pertencer ao sistema tinha vantagens materiais concretas, como o acesso antecipado a inscrições em provas do circuito [R8].

Este é o efeito ambivalente do circuito sobre a qualidade organizativa. Por um lado, elevou o padrão — a exigência técnica subiu para quem quis o selo. Por outro, transferiu para a associação a chave de acesso a esse padrão: o estatuto de prova nacional deixou de ser uma reputação construída na comunidade e passou a ser uma atribuição, sujeita a critérios definidos por quem geria o circuito. Elevar o padrão e concentrar o poder de o certificar são, aqui, a mesma decisão vista de dois ângulos.

5) Impacto nos atletas: um calendário com destino

Do lado de quem corre, o Circuito Nacional deu ao calendário pessoal um destino: já não bastava correr, passou a ser possível pontuar — somar resultados ao longo da época com um título nacional no horizonte. Para o atleta competitivo, o circuito organizou as escolhas (que provas fazer, em que escalão) e criou uma métrica de progresso partilhada. Na época de 2015, os circuitos somaram mais de 500 finishers [R13]; e as classificações finais publicaram, ano após ano, nomes que a série já cruzou noutros dossiês: em 2013, Luís Mota e Susana Simões venceram o Ultra e Carlos Sá o Campeonato de Portugal no MIUT [R11]; em 2015, Sofia Roquete e Jérôme Rodrigues venceram o Ultra Endurance [R12]; em 2016, Hélio Fumo (Dossiê 06) e Cristina Ponte encabeçaram as gerais [R14]; em 2018, André Rodrigues e Inês Marques decidiram o título de Trail Ultra na última prova, no Trail do Zêzere [R17].

O reverso é a concentração de prestígio: quando um conjunto restrito de provas passa a valer para o título, o valor simbólico desloca-se para elas, e as provas de fora do circuito — muitas delas boas, comunitárias, históricas — perdem centralidade competitiva ainda que não percam qualidade. O mapa afectivo do trail (onde cada um encontra a sua prova) e o mapa competitivo (onde estão os pontos) deixam de coincidir.

5.1) A pirâmide em números (2017–2026)

Esse efeito de escassez no topo deixou de ser argumento e passou a ser mensurável. As páginas públicas de evento do MYATRP registam, prova a prova, a que circuito(s) cada evento pertenceu em cada época desde 2017 [R19]:

ÉpocaSprintTrailUltraEnduranceXLTaça PT
201743311072
20182214636
20193922550
20201912328
2021133217326
202245534011682
202358604213581
2024136915016796
202515310354144150
Nº de provas por circuito e época, reconstituído das páginas públicas de evento do MYATRP (my.atrp.pt) [R19]. Contagens são limites inferiores; detalhe metodológico e limitações no repositório da série.

A leitura estrutural é a tese do dossiê em números: a base da pirâmide (Sprint, Trail, Taça de Portugal) cresce para as centenas de provas por época, enquanto o topo (Endurance e, desde 2020/21, o Endurance XL) se mantém entre 3 e 16 provas. O estatuto de prova do circuito de topo é, mensuravelmente, um bem escasso — e continua a ser atribuído. O modelo também não parou de se redesenhar: em 2017 os campeonatos ganharam naming (Prozis) e uma Taça de Portugal por séries de zona (Lacatoni) [R15][R16]; em 2019 o título passou a decidir-se em prova única de campeonato por categoria [R17]; a academia contava 112 provas nos três circuitos na época 2019/20 [R18]; e os títulos continuam a produzir campeões — André Rodrigues e Inês Jordão no Trail Ultra de 2022, por exemplo [R20].

6) Críticas e limites do modelo

Três limites merecem registo, sem os transformar em acusação:

  • Critérios com margem. «Perfil de percurso», «prova rolante», «nível competitivo» são critérios legítimos mas com espaço de apreciação — e é nesse espaço que uma reclassificação pode ser lida como técnica por quem decide e como arbitrária por quem é reclassificado (§3). No ano fundador, o critério público era, assumidamente, «o conhecimento pessoal que a ATRP tem» das provas [R1].
  • Concentração de prestígio. O efeito lateral assumido pela própria tese do dossiê: hierarquizar distribui reconhecimento de forma desigual, por definição — e a pirâmide de §5.1 mostra a escala dessa desigualdade.
  • Dependência de pouca gente. O circuito assentava — como toda a operação da ATRP à época — em trabalho voluntário e artesanal, com as classificações calculadas à mão em Excel (Dossiê 43). A robustez do «sistema elegante» era, na prática, a resistência de meia dúzia de pessoas.

Nenhum destes limites anula o balanço: o Circuito deu à modalidade uma coluna vertebral competitiva que ela não tinha. Mas mostrá-los é o preço de não contar a história só do lado de quem a desenhou.

7) Lacunas e convite ao contraditório

Este dossiê assenta agora em composições e regulamentos públicos de 2013 a 2018 e na reconstituição MYATRP de 2017 a 2026. Ficam em aberto:

  • A versão dos organizadores excluídos (O Mundo da Corrida / Sicó; Atletismo Clube de Portalegre / S. Mamede) — a recolher; a pesquisa de imprensa de época não encontrou eco público da reclassificação de 2016, pelo que o contraditório continua contado sobretudo do lado da direcção.
  • Vencedores finais de 2014 — as notícias de encerramento estão arquivadas, mas as tabelas foram publicadas como imagem; nomes por extrair.
  • Classificações finais de 2017 — captura de Fevereiro de 2018 identificada, por extrair.
  • Impacto real no calendário dos atletas — testemunhos por recolher.

Se organizou, correu ou dirigiu no período do Circuito Nacional — e sobretudo se esteve do lado de uma prova reclassificada —, o contraditório é bem-vindo.

Referências — fontes públicas [Rn]
[R1] ATRP — «Os Circuitos Nacionais ATRP 2013» (sítio oficial, via Wayback Machine, capt. 5/1/2013)
[R2] ATRP — «Critérios de integração de provas nos Circuitos Nacionais em 2014» (12/3/2013, via Wayback)
[R3] ATRP — «Circuitos Nacionais de Trail e Ultra Trail 2014» (12/10/2013, via Wayback)
[R4] ATRP — «Os Circuitos Nacionais» (composição de 2014; via Wayback, capt. 24/9/2014)
[R5] ATRP — «Época de 2015 com muitas novidades» (18/9/2014, via Wayback)
[R6] ATRP — «Os Circuitos Nacionais 2015» (via Wayback, capt. 11/4/2015)
[R7] ATRP — Regulamento dos Circuitos Nacionais de Trail/UltraTrail 2015 (via Wayback)
[R8] ATRP — abertura de inscrições UTAX, 4.ª prova do Ultra Endurance (16/7/2015, via Wayback)
[R9] ATRP — «Os Campeonatos Nacionais 2016» (via Wayback, capt. 31/3/2016)
[R10] ATRP — «Regulamento dos Campeonatos de Trail 2016» (via Wayback)
[R11] ATRP — encerramento e vencedores dos Circuitos 2013 (7/10/2013, via Wayback; + PDF acumulado Ultra)
[R12] ATRP — «Classificações Época 2015», PDFs acumulados (via Wayback, capt. 31/3/2016)
[R13] ATRP — notícia da época 2015, «mais de 500 finishers» (7/3/2016, via Wayback)
[R14] ATRP — classificações finais 2016 (capturas Ago. 2017; páginas por escalão ainda vivas em atrp.pt)
[R15] ATRP — «Prozis Campeonatos Nacionais 2017» e Taça de Portugal Lacatoni (via Arquivo.pt, capt. 1/8/2017)
[R16] ATRP — PDFs oficiais dos Circuitos 2018 (via Wayback, capt. 20/12/2017)
[R17] ATRP — calendário/circuitos 2019 e campeões Trail Ultra 2018 (via Wayback, capt. 19/3/2019)
[R18] Ângela Silva — dissertação FLUP 2021 (Elite Trail Serra da Freita 100 km; época 2019/20)
[R19] MYATRP — páginas públicas de evento (my.atrp.pt); extração de 4/7/2026, 1289 eventos
[R20] ATRP — «André Rodrigues e Inês Jordão vencem Campeonato Nacional de Trail Ultra» (2/2/2023, via Wayback)
URLs completos (com timestamps do Wayback Machine/Arquivo.pt) na versão GitHub Pages deste dossiê e na nota de pesquisa do repositório da série.
Gostava muito de ouvir a tua opinião. Se viveste de perto a criação dos Circuitos Nacionais — como organizador, atleta ou dirigente —, se tens as classificações finais de 2014 ou 2017, ou se encontraste algum erro, os comentários abaixo são o sítio certo. Os testemunhos das provas reclassificadas são especialmente bem-vindos.
Série · Dossiês publicados
A série funciona como roteiro de investigação amador — preparação para um eventual estudo mais formal sobre a história do trail em Portugal.
Subscrever
Recebe cada novo post da série no teu email — sem app, sem algoritmos, sem ruído.
✉  Subscrever por email
Preferes um leitor de feeds? Feedly · RSS

Comentários

Mensagens populares deste blogue

ITRA Performance Index - Everything You Always Wanted to Know But Were Afraid to Ask

Le Grand Raid des Pyrénées