Tocados Pelo Fogo

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"Os traços fogosos do pensamento e do sentimento que impelem para a viagem artística - uma energia impetuosa, um elevado estado de espírito e uma inteligência desperta; um sentido visionário; um temperamento inquieto e febril - geralmente acarretam o risco de levar a estados de ânimo muito mais obscuros, um carácter sombrio e, ocasionalmente, ataques de 'loucura'. Este humor e estes estados de espírito tão opostos, às vezes entrelaçados, podem parecer aos demais ardentes, imoderados, caprichosos, tristes, perturbados ou tempestuosos. Em poucas palavras, tudo isto faz parte da definição geral do temperamento artístico e, como veremos, também constitui a base do temperamento maníaco-depressivo."

― Kay Redfield Jamison, Tocados pelo fogo





"Estima-se que cerca de 1% da população sofra desta doença, numa percentagem idêntica em ambos os sexos. Alguns elementos disponíveis relativos à realidade nacional estimam que existam cerca de 200.000 casos de doença bipolar em Portugal."

SaúdeCUF




Se era para cair nos 1% bem que poderia ter caído nos outros mais famosos 1%, do rendimento.




Mania (do grego μανία, «estado de loucura»)

Depressão (κατάθλιψη)




sín·dro·me
(grego sundromê, -ês, reunião)
substantivo feminino

1. [Medicina]  Conjunto de sintomas que caracterizam uma doença.

2. Conjunto dos sinais e sintomas que caracterizam determinada condição ou situação.

"sindrome", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


con·di·ção
substantivo feminino

1. Cláusula.

2. Qualidade.

3. Requisito.

4. Carácter, génio, índole.

5. Modo de ser.

6. Classe ou graduação social.

7. Categoria elevada.

"condição", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

con·di·ção

substantivo feminino

1. Cláusula.

2. Qualidade.

3. Requisito.

4. Carácter, génio, índole.

5. Modo de ser.

6. Classe ou graduação social.

7. Categoria elevada.

"condição", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/condi%C3%A7%C3%A3o [consultado em 17-12-2018].
sín·dro·me
(grego sundromê, -ês, reunião)

substantivo feminino

1. [Medicina]  Conjunto de sintomas que caracterizam uma doença.

2. Conjunto dos sinais e sintomas que caracterizam determinada condição ou situação.

"sindrome", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/sindrome [consultado em 17-12-2018].



Transtorno bipolar?




"I often say, weather is your mood and climate is your personality."

― Dr. J. Marshall Shepherd



Gosto mais do termo mais expressivo "maníaco-depressívo" do que do mais inócuo "bipolar".
É muito mais eloquente.
Também não gosto do epíteto "doença". Isso pressupõe um estigma que não estou disposto a aceitar.
Parece-me que ao tentar libertar o maníaco-depressivo da condenação social, ao taxá-lo de doente e portanto irresponsável pela sua condição, presta-se-lhe um mau serviço.
Todos nós somos responsáveis pela nossa condição, exceto nos casos mais extremos. Pensar o contrário é reduzir a pessoa a um aspeto parcelar do seu ser multifacetado.
Eu sou condicionado por uma condição, mas posso tentar conduzi-la como se fora um cavalo selvagem.
Eu não sou doente, embora ocasionalmente possa ficar doente, e embora a minha condição (prefiro este termo) obrigue a medicação crónica, tal como outras doenças crónicas como a hipertensão, por exemplo.
A minha condição funde-se com a minha personalidade. Eu sou aquilo que sou e isso são muitíssimas coisas. Um termo, frase ou expressão, não capta a minha essência.
Tal como não é possível agarrar com uma mão a água que flui, também não é possível fixar a minha natureza. A minha essência é transformação.


"Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa."

― Ricardo Reis




con·di·ção

substantivo feminino

1. Cláusula.

2. Qualidade.

3. Requisito.

4. Carácter, génio, índole.

5. Modo de ser.

6. Classe ou graduação social.

7. Categoria elevada.

"condição", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/condi%C3%A7%C3%A3o [consultado em 17-12-2018].
con·di·ção

substantivo feminino

1. Cláusula.

2. Qualidade.

3. Requisito.

4. Carácter, génio, índole.

5. Modo de ser.

6. Classe ou graduação social.

7. Categoria elevada.

"condição", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/condi%C3%A7%C3%A3o [consultado em 17-12-2018].

A dinâmica do maníaco-depressívo é um carrossel dos sentidos.

A tortura da falta de sono.
Os pensamentos voam.
As ideias que se atropelam.
O cansaço cada vez mais estremado.
Vou ficando cada vez mais louco.
Como e bebo excessivamente.

Sinto-me prestes a rebentar.
Brighter than a thousand suns!
Um grito de socorro sobe na minha garganta,
por alguém que me ajude a por freio nesta explosão.
Estou exausto, enjoado, sem qualquer capacidade de me concentrar no que quer que seja.
Sei que dentro em breve a bolha vai rebentar e eu vou arribar à costa como uma baleia encalhada.

Certified lunatic...

If you join me, you are in for the ride of your life

Les gens normaux n'ont rien d'exceptionnel

El sol del membrillo

Hal Hartley

Nick Cave


It's better to burn out
Than to fade away

Out of the blue
and into the black









Sempre fui uma criança diferente das outras.
Era moderadamente sociável, tinha companheiros de brincadeira, mas tinha a nítida noção de que não era igual aos outros.
A minha sensibilidade era diferente.

A implosão deu-se com o início da adolescência, aí pelos 13 anos.
Transformei-me num prisioneiro na minha própria casa. Tinha fobia do exterior.

Atravessei um solitário deserto até desaguar nos 16 anos de idade e no 12º ano nos EUA. Aí revelou-se o meu primeiro episódio de mania. Recordo-me bem. Foi como se o corpo se rebelasse contra a angústia dos últimos anos e me levasse por uma nova viagem. Uma viagem de auto-confiança exultante, e cheia de esperança. Depressa fui aceite pelos colegas norte-americanos.
Era efusivo, diferente, original, caloroso e exudava charme. Fui eleito pelos pares para várias distinções.
Incorri em comportamentos perigosos.
Consumo de algumas substâncias ilícitas, sobretudo o álcool, que é proibido a menores de 21 anos nos EUA. Numa ocasião, numa disputa estúpida, bebi uma garrafa de Rum Bacardi em menos de 10 minutos.
Ia morrendo.
Ainda hoje fico enjoado só de sentir o cheiro.



Retrospetivamente, e com a vantagem da experiência e do conhecimento, parece-me que esta condição, transtorno ou doença, como lhe queiram chamar, pode-se explicar como um mecanismo em que o organismo se rebela contra a angústia e solidão existencial da condição humana. É uma fuga para a frente. O cérebro coloca todo o organismo em sobre-carga, para tentar escapar a essa angústia que o devora. Tudo fica acelerado. As descargas elétricas, os processos químicos, fisiológicos, hormonais. É um desequilibro eletro-bioquímico.
É como um automóvel em que o motor tenha sido modificado para atingir rotações mais elevadas. Demasiado elevadas para aquilo que a sua estrutura pode aguentar.
Inevitavelmente vai existir um ponto em que o motor gripa. Neste ponto entramos em depressão profunda. A energia esvai-se completamente do nosso organismo. Tudo exige um esforço muito superior aquilo do que somos capazes. Mesmo para sair da cama é necessária uma enorme força da vontade. Então temos que esperar. Esperar que a doença percorra o devido curso, até que o organismo recupere as energias perdidas.


Só quem já passou por uma depressão major é que sabe o incrivelmente que dói.

Estou prostrado. Letárgico.
Não consigo viver nem consigo morrer.
Sinto o indizível, aquilo que não se pode sentir: o terror do vazio absoluto.
É um sentir palpavelmente doloroso.
Paradoxal, pois é a essência da ausência de sentir.
Uma angústia extrema.
O organismo é um veio de transmissão do nada.
Tudo é nada.

Na depressão extrema o que se sente é o vazio.
E o vazio é um sentimento diferente de todos os outros.
É a ausência de sentimento.










A felicidade não é uma amante que me convenha. Tal como Cristo se sentia à vontade com as putas, os deserdados, os pecadores e os lazarentos, eu sinto-me à vontade é com sentimentos extremados.

Aquilo que eu conheço é uma exaltação dos sentidos, não um estado de tranquilidade.


"(...) muitas destas naturezas alegres têm, quando conhecidas mais de perto, um elemento permanentemente melancólico no fundo do seu ser."

- Ernst Kretschmer




Em determinados estados, eu olho para as outras pessoas e penso que sou um corpo estranho no seio do convívio humano. Como é que estas pessoas não sentem a angústia existencial que eu sinto?

As pessoas ficam entranhadas na tessitura do meu ser. Uma relação de muitos anos leva a que a outra pessoa fique integrada em todos os recantos do meu crânio, gravada nos circuitos elétricos, escondida entre as sinapses

O meu cérebro não é típico. Talvez nenhum seja.

Sempre se socorreram da minha capacidade de lembrar nomes e factos. Um colega, em tempos, dizia que era mais rápido perguntar-me do que ir ao Google. Espero uns segundos e o nome aparece como por magia. Tudo está ligado a tudo na minha mente. Tal como a madalena de Proust, basta um odor, ou uma imagem, para evocar toda uma panóplia de memórias.




Estou convencido que existem circuitos cerebrais que se vão reforçando ao longo da progressão do distúrbio. Por isso é que quantas mais crises sobrevierem sem tratamento adequado, mais aguda se torna a condição.

Fui diagnosticado na primavera de 2008.
A meio do intenso stress do MBA feito em regime noturno.
Era tão evidente que a médica não hesitou.
Medicado a partir daí.

Nem sei como se passaram quase 30 anos sem que eu tenha sido diagnosticado.
Ou melhor, sei: o meu estado nunca necessitou internamento.
Várias vezes psiquiatras me recitaram anti-depressivos.
Pois, observam-me sempre nas fases depressivas...
Tipicamente é nessas que o bipolar pede auxílio médico.




Ao longo dos últimos 10 anos tenho vindo a aprender que aquilo que eu tenho que fazer para domar este cavalo selvagem é no fundo muito simples. Baseia-se em três pontos fulcrais:

  • Tomar religiosamente a medicação.
  • Esforçar-me por dormir bem.
  • Manter uma atitude positiva, custe o que custar.

O segundo ponto não é fácil de cumprir. Exige muita auto-disciplina: deitar cedo quando a mente se encontra a rebentar de ideias e sede de conhecimento; tentar permanecer na cama mesmo quando ao fim de 4 horas de sono já nos sentimos perfeitamente despertos; manter a prática regular de exercício físico para esgotar o corpo.

O terceiro ponto é igualmente difícil: é necessário encontrar estratégias para quando somos assaltados pela miríade de pensamentos negativos.
A mim ajuda-me muito escrever e falar.
Cultivar relações fortes.
Saber que mais importante do que ser amado é amar.
Conseguimos sobreviver sem ser amados, mas sem cultivar a chama do amor, por alguém, independente de género, raça, língua, seja filha, mãe, irmã, amante, amiga, não vivemos.



"(...) Then, as th' earths inward narrow crooked lanes
Do purge sea waters fretful salt away,
I thought, if I could draw my pains
Through rhymes vexation, I should them allay.
Grief brought to numbers cannot be so fierce,
For he tames it that fetters it in verse."

- John Donne, The triple fool


"If I speak in the tongues of men or of angels,
but do not have love,
I am only a resounding gong or a clanging cymbal.
If I have the gift of prophecy and can fathom all mysteries and all knowledge,
and if I have a faith that can move mountains,
but do not have love,
I am nothing."

- Corinthians 13, 1-3




Por razão escrevo este texto aqui e agora?

Não procuro ser uma inspiração, ou um exemplo. É mais como um "sair do armário." Eu sou isto, e muito mais.

A sociedade não está preparada para pessoas diferentes. Em 30 anos de vida profissional ativa, tive que adaptar a minha vida, os meus altos e baixos, ao ritmo inexorável do trabalho. Deveria ser o inverso: adaptar o ritmo do trabalho aos meus altos e baixos. Mas a sociedade não está preparada para isso. Exige-nos uma produção contínua e constante. Com isso perde-se muito potencial, que fica desaproveitado.


“One of the things that baffles me (and there are quite a few) is how there can be so much lingering stigma with regards to mental illness, specifically bipolar disorder. In my opinion, living with manic depression takes a tremendous amount of balls. Not unlike a tour of Afghanistan (though the bombs and bullets, in this case, come from the inside). At times, being bipolar can be an all-consuming challenge, requiring a lot of stamina and even more courage, so if you're living with this illness and functioning at all, it's something to be proud of, not ashamed of. They should issue medals along with the steady stream of medication.”

― Carrie Fisher, Wishful Drinking






A imensa curiosidade e irrefreável sede de conhecimento:

De 1985 a 2009, frequência dos seguintes cursos:

  • Licenciatura em Biologia, Fac. de Ciências, Univ. Lisboa (interrompido)
  • Licenciatura em Engenharia Física Tecnológica, IST, Univ. Lisboa (terminado)
  • Doutoramento em Física, Pennsylvania State University (interrompido)
  • Mestrado em Física, Pennsylvania State University (terminado)
  • Mestrado em Filosofia, Fac. de Letras, Univ. Lisboa (interrompido)
  • Mestrado em Investigação Operacional, IST, Univ. Lisboa (interrompido)
  • Doutoramento em História e Filosofia das Ciências, Fac. de Ciências, Univ. Lisboa (interrompido)
  • Lisbon MBA, Univ. Católica & Univ. Nova (terminado)

Mil recomeços.










Testemunho de um caso extremo (Bipolar I).
- Kay Redfield Jamison

Em Bipolar II (meu caso), mais suave, não há necessidade de internamento.
















“What do you think you are, for Chrissake, crazy or somethin'? Well you're not! You're not! You're no crazier than the average asshole out walkin' around on the streets and that's it.”

― Ken Kesey, One Flew Over the Cuckoo's Nest
















 

 


 

 

 

 

Reconhecimento à loucura

 Já alguém sentiu a loucura
 vestir de repente o nosso corpo?
 Já.
 E tomar a forma dos objectos?
 Sim.
 E acender relâmpagos no pensamento?
 Também.
 E às vezes parecer ser o fim?
Exatamente.
 Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima?
 Tal e qual.
 E depois mostrar-nos o que há-de vir
 muito melhor do que está?
 E dar-nos a cheirar uma cor
 que nos faz seguir viagem
 sem paragem
 nem resignação?
 E sentirmo-nos empurrados pelos rins
 na aula de descer abismos
 e fazer dos abismos descidas de recreio
 e covas de encher novidade?
 E de uns fazer gigantes
 e de outros alienados?
 E fazer frente ao impossível
 atrevidamente
 e ganhar-Ihe, e ganhar-Ihe
 a ponto do impossível ficar possível?
 E quando tudo parece perfeito
 poder-se ir ainda mais além?
 E isto de desencantar vidas
 aos que julgam que a vida é só uma?
 E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo?

 Tu Só, loucura, és capaz de transformar
 o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais.
 Só tu és capaz de fazer que tenham razão
 tantas razões que hão-de viver juntas.
 Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
 Só tu tens asas para dar
 a quem tas vier buscar.

- Almada Negreiros

 

 

"As an academic, Weber was not involved in industrial commerce. But he was nevertheless as caught in the iron cage as any businessman. Prior to writing The Protestant Ethic, he spent five years dealing with “nervous exhaustion”. He went through several cycles of intense teaching and research, followed by physical and mental collapse, treatments, and leaves of absence to restore him. Then he would go back to work, and inevitably his condition would deteriorate.

His wife, Marianne, later wrote that during this time he was “a chained titan whom evil, envious gods were plaguing”. He was irritable and depressed and felt useless; any work, even reading a student’s paper, became an unbearable burden. He ultimately took a two-year leave of absence from his university, after which he resigned and became an adjunct professor, loosely attached to academia, at age 39.

I’m no Weber, but I take personal encouragement from his story. His professional collapse was not the last word. After he quit his job, he undertook his most influential work."

 

 Guardian

 

 

A fase maníaca, à medida que se extrema, vai-se tornando cada vez mais inquietante, pois os nossos limites vão-se dissolvendo e as nossas barreiras com o exterior tornam-se cada vez mais ténues. Sentimo-nos como se nos estivessemos a dissolver no universo.

Sair de um período de mania é como aterrar na Ilha da Madeira 🙃 , apenas muito mais assustador:

 

 

 

 

 


 

 

 

Doutor eu tenho uma guerra tremenda dentro da minha cabeça
um euro e trinta e cinco cêntimos 16 de Agosto de 2011
não dá para o tabaco. Quero lembrá-lo que o verão está a acabar

e eu já ouço passos nos caminhos da lama e do medo
e há coisas que só no verão se fazem e eu ainda não fiz
como ouvir o rumorejar do mar nos meus pulsos.

Os seus medicamentos doutor deixam-me sem mim
o meu pai disse-me que a minha doença só lhe traz problemas
doutor há uma pedra intraduzível entre nós dois

quero dizer-lhe que há pessoas muito pobres que querem
o meu rim esquerdo doutor o mundo não é perfeito
e não me diga para lhe contar tudo como a um padre

eu não quero morrer outra vez essa frase fá-lo muito feio.
Acredite que vi gente morrer porque era maior que o corpo
tenho a impressão que o corpo não sabe o que tem dentro

acredite que consigo fundir uma lâmpada só com o olhar
já fundi muitas lâmpadas só com o olhar
e que vi um anjo atravessar os muros de um hospício

rasante e belo como uma garça.
Doutor há muito pouco tempo para a poesia.
Isto que lhe digo é verdade todos os dias doutor.

António Amaral Tavares

 

 


 

 

 

Comentários

  1. Sendo a distribuição destes 1% tão democrática, no teu caso acertou em cheio em alguém com uma enorme auto-consciência e determinação para abraçar e domar (ou amansar, quando mais não é possível) esse cavalo selvagem. Obrigada pela tua partilha, há por aí muita gente a sentir-se isolada nas suas próprias condições e, como diz o Thomas Merton, nenhum homem é uma ilha :)

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    1. Muito obrigado Mariana. Não me poderiam fazer maior elogio. Tem sido o trabalho de uma vida. E o Merton tem toda a razão.

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  2. Luís, belo texto sobre a tua existência, com a tua condição. És um lutador persistente, abencoado com um notável conjunto de qualidades que fazem de ti uma pessoa única, que admiro e estimo.

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    Respostas
    1. Muito obrigado João. Conforme digo no texto, cultivar relações fortes é fundamental. Obrigado pela tua amizade.

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