Os Incêndios de 2017 e a Reconstrução dos Trilhos
O que está realmente documentado sobre os incêndios de 2017 e o trail português — e as correcções que a pesquisa obriga a fazer: a Serra da Freita ardeu em 2016, não há cancelamentos documentados, e a AXtrail correu a serra queimada da Lousã e plantou 4.000 árvores.
Os incêndios de 2017 e a reconstrução dos trilhos
Não o trail que o fogo cancelou, mas o trail que ajudou a replantar aquilo por onde corre.
Pergunta-guia
O que está, afinal, documentado sobre o impacto dos incêndios de 2017 no trail português — e o que é que a comunidade fez com a paisagem que lhe ardeu debaixo dos pés?
1. 21 de Outubro de 2017: a prova que não fugiu
Na madrugada de 15 para 16 de Outubro de 2017, uma segunda vaga de incêndios — depois da de Junho, que matara mais de sessenta pessoas em Pedrógão Grande — varreu o centro de Portugal e queimou boa parte da Serra da Lousã. Cinco dias depois, no fim-de-semana de 20 e 21 de Outubro, a AXtrail — a prova da rede das Aldeias do Xisto — realizou-se na mesma serra, na sua 10.ª edição. Não foi cancelada. Correu sobre a paisagem ainda a fumegar. [R415]
A organização (a Go Outdoor, então operadora da prova) e o Município da Lousã fizeram um gesto que ficou registado: em vez de distribuir as habituais lembranças de presença, converteram-nas em árvores. Anunciaram uma acção de reflorestação e, «no seguimento dos incêndios que tanto afectaram a região», acabaram por plantar quatro mil árvores — duas mil em Castanheira de Pêra e duas mil na Lousã —, germinadas na própria Serra da Lousã para que tivessem, nas palavras da organização, «uma óptima taxa de sucesso». A edição reuniu, segundo a organização, cerca de 1.800 atletas est nas várias distâncias; na prova rainha de 50,6 km chegaram à meta 318 finishers. [R414][R415]
Esta é a imagem de abertura porque condensa a tese do dossiê. O reflexo documentado da comunidade do trail perante o fogo de 2017 não foi a fuga nem o cancelamento — foi a continuação transformada em reparação. Vale a pena tornar isto preciso, porque durante anos a própria série o contou mal.
2. Uma síntese impressionista que é preciso corrigir
O artigo-base v2 dizia, no capítulo 13, que «a Serra da Lousã, o Caramulo, a Serra da Freita, a Serra de Montemuro foram severamente atingidos» e que «Trilhos do AXtrail/UTAX, Louzantrail e UTSF foram destruídos ou danificados», que «vários eventos foram cancelados, alterados ou relocalizados», e fechava com uma confissão honesta: aquilo era «síntese impressionista», e um trabalho rigoroso «não foi feito».
Feita agora a pesquisa, três dessas afirmações não resistem à documentação — e dizê-lo é o primeiro dever deste texto.
Primeira correcção — a Serra da Freita ardeu em 2016, não em 2017. O grande incêndio de Arouca — que destruiu, entre outros, os Passadiços do Paiva — foi em Agosto de 2016, com cerca de 26 mil hectares ardidos nos concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Vale de Cambra e São Pedro do Sul. [R418] Colocar a Ultra Trail Serra da Freita (UTSF) no rol dos «trilhos destruídos em 2017» é um erro de calendário. Como se verá na secção 5, o próprio trabalho académico que a série mobiliza confirma-o: no percurso da prova da Freita não há área ardida registada em 2017. [R41]
Segunda correcção — não há, para já, um único cancelamento documentado. A pesquisa não localizou nenhum comunicado de organização, notícia ou registo que ateste uma prova de trail cancelada por causa dos incêndios de 2017. O caso mais visível aponta no sentido oposto: a AXtrail realizou-se (secção 1). A 7.ª edição da UTAX, prevista para Outubro de 2018, de facto não se realizou — mas nenhuma fonte atribui essa não-realização aos incêndios, e por isso não o faremos aqui.
Terceira correcção — nem toda a reflorestação «do trail» é do trail. O artigo-base juntava, como resposta da comunidade, o movimento «Terra de Esperança» e os «Amigos da Montanha». A secção 6 mostra que o primeiro é um movimento corporativo sem ligação documentada ao trail, e que a acção conhecida do segundo não está ligada aos incêndios de 2017.
O que sobra depois destas correcções é menos, mas é sólido — e, ao contrário da síntese anterior, é verdadeiro.
3. O que ardeu, com números: as Aldeias do Xisto (Junho de 2017)
O dano documentado com maior precisão não está numa prova, mas na rede de percursos de que várias provas dependem. A própria rede das Aldeias do Xisto publicou, na sua enciclopédia digital (Xistopedia), um balanço do impacto dos incêndios de Junho de 2017 sobre os seus caminhos. [R413]
Segundo esse documento institucional, o fogo de Junho atingiu cerca de 50 mil hectares da área da rede, com um perímetro de 153 km, e afectou aldeias como Mosteiro, Ferraria de São João e Casal de São Simão. Nos percursos pedestres, ficaram danificados troços dos Caminhos do Xisto (53 km de rede), incluindo a ligação Casal de São Simão – Ferraria de São João (12 km) e um troço de 40 km da Grande Rota do Zêzere na zona de Figueiró dos Vinhos. Na rede de BTT, o balanço é ainda mais duro: cinco percursos, num total de cerca de 150 km, destruídos. [R413]
Estes são os quilómetros que a síntese impressionista intuía e não conseguia nomear. Não são «trilhos de prova» no sentido estrito — são a infraestrutura pedestre e de BTT do território sobre a qual a AXtrail e outras iniciativas se montam. É a diferença entre dizer «trilhos foram destruídos» e poder dizer quais, quantos quilómetros e com que fonte.
4. A reconstrução: replantar aquilo por onde se corre
A resposta documentada do trail aos incêndios de 2017 não é a de vítima, é a de agente de reparação — e prolonga-se no tempo.
O gesto da AXtrail de Outubro de 2017 (secção 1) foi o primeiro e o mais visível: quatro mil árvores em vez de lembranças, germinadas na Serra da Lousã. [R414] Cinco anos depois, a Louzantrail, organizada pelo Montanha Clube na mesma serra, tornou o gesto rotina: em 2022, «em aliança com a Câmara Municipal da Lousã», reflorestou «uma parte de uma floresta que ardeu nos incêndios de 2017», mantendo desde 2019 uma «floresta Louzantrail» através de um programa de compensação de carbono. [R417]
Há aqui uma economia moral que merece ser dita sem retórica: as provas que correm nestas serras devolvem-lhes árvores. É modesto em escala — milhares, não milhões, de plantas — e é significativo em sentido, porque exprime uma consciência que as classificações não registam: a de que a modalidade depende da saúde do território que atravessa. Mas convém não a inflacionar. Não foi possível quantificar quantas árvores, no total, a comunidade do trail plantou depois de 2017, nem medir a sobrevivência dessas plantações. A tese central deste dossiê — o trail ajudou a replantar aquilo por onde corre — assenta em dois casos documentados (AXtrail 2017, Louzantrail 2022), não num inventário nacional que ainda está por fazer.
5. A Freita, a ciência e o mito dos «44%»
O trabalho académico que a série mobiliza para este tema é uma dissertação de mestrado da Universidade do Porto — e vale a pena apresentá-la com rigor, porque a série a vinha citando com o título errado e a interpretar mal o seu número mais citado.
O estudo não é sobre os incêndios de 2017. É sobre uma pergunta mais interessante e desconfortável: estará um atleta seguro a correr cem quilómetros por uma serra que arde recorrentemente, no fim de Junho, à hora de maior calor? O caso é o Elite Trail Serra da Freita 100 km (ETSF100), organizado pela Confraria Trotamontes e por José Moutinho, em Arouca. A autora aplica análise multicritério em ambiente SIG (método de hierarquia analítica de Saaty) para cruzar a susceptibilidade do percurso ao fogo — ocupação do solo, declives, orientação de vertentes, distância acumulada — com a vulnerabilidade dos próprios atletas (escalão etário, velocidade média, e o quilómetro onde cada um estava às 14h da prova de 2019). [R41]
Os resultados, todos confirmados no documento:
- 83% do percurso do ETSF100 decorre em áreas de susceptibilidade ao incêndio «elevada» ou «muito elevada» — o que o coloca entre as três provas mais expostas de um conjunto de onze ultra-trails portugueses analisados, atrás do Ultra Trail do Marão (86,5%) e do EstrelaAçor (85,6%). [R41]
- Ao longo do período de 2005 a 2019, arderam pelo menos uma vez cerca de 99,8% da área do percurso; os anos de maior área ardida foram 2005 e 2016 — e, note-se, não houve área ardida no percurso em 2017. [R41]
- Às 14h da prova de 2019, a maioria dos atletas concentrava-se entre os quilómetros 35 e 57, precisamente os troços de maior susceptibilidade.
É deste último ponto que nasce o número que a série vinha a citar torto. A afirmação correcta é: 44% dos atletas apresentavam vulnerabilidade «elevada» ou «muito elevada» à hora de maior calor (29,9% elevada + 14,3% muito elevada, dos 77 finishers de 2019). [R41]
A dissertação termina com recomendações que são, elas próprias, um documento sobre a imaturidade do sector em matéria de risco: plano de emergência, «manual do atleta» com informação sobre perigos naturais, aplicação móvel offline que mostre a localização em tempo real e o ponto de socorro mais próximo. E regista uma frase dos próprios atletas inquiridos que devia ficar: pediam mais voluntários espalhados pelo terreno, e não apenas nos controlos. É o reverso do dossiê dos voluntários (Dossiê 08) — aqui, o voluntário não é só logística, é dispositivo de segurança perante o fogo.
6. Voluntariado ambiental: o que é do trail e o que não é
Há a tentação de anexar ao trail todo o esforço de reflorestação que se seguiu a 2017. É preciso resistir-lhe, porque a maior parte desse esforço tem origem e dinâmica próprias.
O movimento «Terra de Esperança», frequentemente evocado neste contexto, é um projecto da Fundação Galp com a ANEFA, lançado a 23 de Novembro de 2017, cinco semanas depois dos fogos de Outubro. Mobilizou milhares de voluntários e plantou dezenas de milhares de árvores autóctones em concelhos afectados — arrancou com 600 voluntários e 7.500 árvores na Serra do Açor. [R419] É um belo caso de voluntariado ambiental nacional; não é um caso de trail. Não há ligação documentada entre este movimento e clubes, provas ou atletas da modalidade, e atribuí-lo ao trail seria apropriação indevida.
Do mesmo modo, os Amigos da Montanha (de Barcelinhos, Barcelos) são uma associação real de montanha e trail com uma cultura ambiental documentada — fazem acções de reflorestação, como a do «Souto dos Burros» (2023), com mais de duas centenas de voluntários e centenas de árvores autóctones. [R420] Mas essa acção concreta não está ligada aos incêndios de 2017 nem a uma prova; serve para ilustrar a cultura ambiental do meio, não uma resposta ao fogo daquele ano.
7. Do fogo à lei: a resposta institucional que também tocou as provas
A maior consequência estrutural de 2017 não foi desportiva, foi legislativa — e, indirectamente, alterou o quadro em que as provas de trail se realizam.
Os incêndios de 2017 levaram à criação, no Parlamento, de Comissões Técnicas Independentes cujas conclusões estão na origem da reforma da política de fogos rurais. Dessa reforma nasceu, em 2021, o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), consolidado no Decreto-Lei n.º 82/2021 e coordenado pela AGIF. [R421] Para o trail, o ponto de contacto concreto é o regime de acesso e circulação em espaço florestal em dias de perigo de incêndio: em dias classificados de perigo «muito elevado» ou «máximo», ficam condicionados ou proibidos, no território florestal, os comportamentos de risco — o que, na prática, pode abranger a realização de eventos desportivos organizados ao ar livre.
8. O eucalipto, sem narrativa fácil
O artigo-base fazia notar que os incêndios reabriram o debate sobre o modelo florestal português e a monocultura de eucalipto, e que a comunidade do trail «foi nele apanhada» porque os seus trilhos atravessam essas plantações. A observação mantém-se — mas agora pode ancorar-se num dado em vez de numa impressão.
A caracterização do percurso da Freita feita na dissertação [R41] mostra um mosaico: 46% de matos, 37% de floresta (com o pinheiro-bravo e os carvalhos à frente, e o eucalipto em cerca de 5%), o resto repartido por agricultura e espaços descobertos. Não é a paisagem de eucaliptal contínuo do imaginário; é um terreno misto, em que a susceptibilidade ao fogo vem tanto dos matos e do declive como da espécie florestal. Serve de aviso contra a narrativa fácil: nem todo o trilho arde por causa do eucalipto, e o risco de incêndio de um percurso é uma combinação de factores, não um único culpado. O tema florestal excede este dossiê e a competência do autor — mas ignorá-lo, como dizia o artigo-base, seria desonesto.
9. O que sabemos — e o que ainda não podemos afirmar
Sabemos, com documentação disponível, que:
- em Junho de 2017 os incêndios destruíram troços concretos da rede de percursos das Aldeias do Xisto — Caminhos do Xisto, Grande Rota do Zêzere, cinco percursos de BTT / ~150 km [R413];
- em Outubro de 2017 a AXtrail realizou-se na Serra da Lousã dias após o fogo e converteu as lembranças de presença em ~4.000 árvores [R414][R415];
- a Louzantrail reflorestou, em 2022, área ardida em 2017, com a Câmara da Lousã [R417];
- o grande fogo da Serra da Freita foi em 2016, não em 2017, e o percurso do ETSF100 não ardeu em 2017 [R418][R41];
- o percurso da Freita está entre os mais expostos ao fogo do país (83% em susceptibilidade elevada/muito elevada) e 44% dos seus atletas de 2019 estavam em vulnerabilidade elevada à hora de maior calor [R41];
- a reforma da política de fogos rurais (SGIFR, 2021) nasceu das comissões técnicas de 2017 e condiciona o acesso ao espaço florestal em dias críticos [R421].
Ainda não podemos afirmar:
- que alguma prova de trail tenha sido cancelada, adiada ou relocalizada por causa dos incêndios de 2017 — não há caso documentado;
- quantos quilómetros de trilho de prova (por oposição a rede pedestre geral) foram destruídos, nem em que provas;
- o total de árvores plantadas pela comunidade do trail depois de 2017, nem a sua taxa de sobrevivência;
- se houve alteração administrativa específica na autorização de provas em áreas ardidas por efeito de 2017;
- qual foi a experiência humana concreta de correr, treinar ou organizar em paisagem queimada — falta o testemunho com nome e a imagem de época.
Nenhuma destas lacunas autoriza inventar. Uma prova que se realizou não é uma prova cancelada; um movimento corporativo de reflorestação não é uma acção do trail; um fogo de 2016 não é um fogo de 2017.
10. Próximo passo editorial
O que falta — e como obtê-lo. As duas maiores lacunas deste dossiê são o testemunho com nome e a imagem de época. O passo concreto seguinte é consultar manualmente o Arquivo.pt e as páginas de Facebook das provas (AXtrail / Go Outdoor, Louzantrail / Montanha Clube) para Outubro–Novembro de 2017, à procura do comunicado original das quatro mil árvores e de fotografias legendadas dos atletas na serra ardida. Em paralelo, contactar directamente a organização da AXtrail / rede Aldeias do Xisto (ADXTUR) e o Montanha Clube (Louzantrail), para documentar as reflorestações; a Confraria Trotamontes / José Moutinho, sobre a gestão do risco de fogo na Freita; e a autora da dissertação, Ângela Cota da Silva, sobre metodologia e desenvolvimentos posteriores.
Qualquer testemunho recolhido entrará como fonte primária, datado e atribuído, com consentimento explícito e revisão prévia — dada a memória traumática associada, nenhum excerto será publicado que banalize a dimensão humana dos incêndios. Há ainda uma tarefa de inventário: cruzar os calendários da ATRP, FPME e FPA de 2017–2018 com as áreas ardidas, para responder, com método, à pergunta a que este dossiê só pôde responder pela negativa.
11. Convite ao contraditório e aos contributos
Este texto corrige o artigo-base em três pontos e assume que continua incompleto. São especialmente úteis contributos documentados sobre:
- provas concretas canceladas, adiadas, encurtadas ou relocalizadas em 2017–2018 por causa dos incêndios, com fonte (um comunicado, um cartaz, um regulamento alterado) — a lacuna mais importante do dossiê;
- fotografias datadas de trilhos ardidos, de atletas em paisagem queimada ou das acções de reflorestação de 2017, com autorização de uso;
- testemunhos de organizadores sobre a decisão de manter, adiar ou alterar uma prova naquele Outono, e sobre o trabalho de remarcar e limpar trilho ardido;
- outras acções de reflorestação de clubes ou provas de trail dirigidas às áreas ardidas de 2017 (para além da AXtrail e da Louzantrail);
- documentos institucionais (ICNF, autarquias, federações) com alteração de procedimentos de autorização de provas motivada por 2017;
- correcções factuais a este dossiê — incluindo, se for o caso, a demonstração de que houve cancelamentos que a pesquisa não encontrou.
Testemunhos pessoais só serão citados nominalmente com consentimento. Gostava muito de ouvir a tua opinião — e, sobretudo, de conhecer as provas, as pessoas e as imagens que faltam para tornar este capítulo verdadeiramente documentado.
12. Referências
- [R25] Aldeias do Xisto — UTAX / AXtrail (Xistopedia): aldeiasdoxisto.pt
- [R32] ICNF — Códigos de Conduta e regras de acesso a áreas florestais e protegidas (enquadramento institucional).
- [R41] Silva, Ângela Cristina Cota da (2021) — Vulnerabilidade dos atletas de trail running em áreas de risco de incêndio: o caso do Elite Trail Serra da Freita 100 km, dissertação de Mestrado em SIG e Ordenamento do Território, FLUP; orientação de Fantina Tedim. Caso ETSF100 (Arouca): 83% do percurso em susceptibilidade elevada/muito elevada; 44% dos atletas de 2019 em vulnerabilidade elevada/muito elevada às 14h; 99,8% do percurso ardido pelo menos uma vez (2005–2019), sem área ardida em 2017: repositorio-aberto.up.pt [PDF]
- [R413] Aldeias do Xisto / Xistopedia — «Impacto dos incêndios de junho 2017 nas Aldeias do Xisto»: ~50 mil ha e 153 km de perímetro; danos nos Caminhos do Xisto (53 km), troço Casal de São Simão–Ferraria de São João (12 km), 40 km da Grande Rota do Zêzere (Figueiró dos Vinhos); 5 percursos de BTT / ~150 km destruídos: aldeiasdoxisto.com
- [R414] Trail-Running.pt — «AXtrail comemorou 10 anos, reuniu 1800 atletas e plantou 4000 árvores» (Outubro de 2017): reflorestação da Serra da Lousã na sequência dos incêndios; 2.000 árvores em Castanheira de Pêra + 2.000 na Lousã, germinadas na serra: trail-running.pt
- [R415] UTMB World — base de dados «AXtrail Ultra Trail Aldeias do Xisto TSL 2017»: 50,6 km / 2170 m D+, realizada a 21 de Outubro de 2017, 318 finishers: utmb.world
- [R416] Notícias de Coimbra — «Inscrições esgotadas na décima edição do AXtrail» (2017): confirmação, em imprensa regional, da realização e adesão da 10.ª edição na Lousã: noticiasdecoimbra.pt
- [R417] Montanha Clube / Louzantrail — «Louzantrail no trilho da sustentabilidade» (Pro Runners) e «Louzantrail 2024» (Trail-Running.pt): reflorestação em 2022, com a Câmara da Lousã, de área ardida em 2017; «floresta Louzantrail» desde 2019: prorunners.pt · trail-running.pt
- [R418] «2016 Portugal wildfires» / incêndio de Arouca (Agosto de 2016): ~26.821 ha ardidos em Arouca e concelhos vizinhos, destruição dos Passadiços do Paiva — correcção de calendário face à atribuição do fogo da Freita a 2017: en.wikipedia.org
- [R419] Fundação Galp / ANEFA — Movimento «Terra de Esperança» (lançado 23 de Novembro de 2017): reflorestação com árvores autóctones em concelhos afectados; movimento corporativo, sem ligação documentada ao trail: fundacaogalp.com
- [R420] Amigos da Montanha (Barcelinhos, Barcelos) — «Amigos da Montanha ajudam a reflorestar o "Souto dos Burros"» (2023): associação de montanha/trail em acção de reflorestação (projecto BiodiverCidade); não ligada aos incêndios de 2017: amigosdamontanha.com
- [R421] Decreto-Lei n.º 82/2021 (Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais — SGIFR) e AGIF: reforma nascida das Comissões Técnicas Independentes de 2017; condicionamento do acesso ao espaço florestal em dias de perigo «muito elevado»/«máximo»: diariodarepublica.pt · agif.pt
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